Em Minas, Lula não menciona caso Waldomiro em discursos

Nos três discursos que fez hoje em Minas Gerais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não fez comentários sobre as denúncias contra o ex-subchefe de Assuntos Parlamentares Waldomiro Diniz. Lula também não abordou a situação do ministro chefe da Casa Civil, José Dirceu. Em dois dos três discursos, Lula fez elogios ao ministro dos Transportes, Anderson Adauto. No terceiro, no assentamento Nova Santo Inácio Ranchinho, o presidente criticou os bancos privados por, segundo ele, não emprestarem dinheiro para o Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf). "O banco privado não tem interesse em emprestar aos pequenos produtores e prefere colocar o dinheiro no Tesouro, onde não ganha nem 1% de juros ao mês", afirmou. Lula criticou ainda, sem citar o nome, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que segundo ele liberou, no último ano do seu governo, R$ 2,2 bilhões em empréstimos para agricultura familiar.Ele disse que seu governo, nos últimos sete meses, liberou R$ 3,8 bilhões. O presidente afirmou que precisou parar com os programas de financiamento no Banco do Brasil porque em muitas agências os gerentes sequer estavam habilitados a emprestar dinheiro aos pequenos agricultores.Durante o evento no assentamento, Lula chegou a colocar um boné do Movimento Terra, Trabalho e Liberdade, que tem 115 famílias no local. Um grupo de assentados entregou a Lula uma carta aberta, na qual faz várias críticas à política de reforma agrária do governo. Segundo a carta, desde o começo do governo, nenhuma família foi assentada na região do Triângulo Mineiro. Lula afirmou que pretende assentar 530 mil famílias. Disse também que ele tem um compromisso de vida com a reforma agrária desde antes da criação do PT, da CUT e do MST.

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