Em Minas Gerais, Dilma defende liberdade de imprensa

A pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, condenou hoje a censura prévia a veículos de imprensa no Brasil. Questionada sobre o assunto durante palestra para empresários em Tiradentes (MG), Dilma disse que não se constrói uma democracia com uma imprensa de "boca fechada".

EDUARDO KATTAH, Agência Estado

11 de junho de 2010 | 19h52

A presidenciável petista lembrou a forma de protesto adotada durante o regime militar de publicação de receitas de bolo ou poesias de Camões nos espaços de matérias censuradas. "Para nós vale mais a pena e é um valor maior e fundamental, a gente ser criticado - e eu posso falar isso porque nós somos bastante criticados pela imprensa - do que uma imprensa de boca fechada publicando poesias de Camões ou receitas de bolo", afirmou Dilma, arrancando aplausos da plateia, durante o evento Conexão Empresarial.

"Essa imprensa não é aquela que constrói uma democracia. A imprensa que constrói uma democracia é a imprensa que fala o quer, dá opinião que quer e se manifesta do jeito que bem entende."

A petista disse que considera a liberdade de imprensa "parte intrínseca" da democracia e da liberdade de expressão. "Dentro da liberdade de expressão, a liberdade de imprensa é fundamental", afirmou, ressaltando que o País não pode ter uma democracia pela metade.

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