Em MG, 39 pessoas são encontradas em regime de trabalho escravo

Foram resgatadas por fiscais da Delegacia Regional do Trabalho (DRT) 39 pessoas exercendo atividade em regime de escravidão, em áreas rurais em Minas Gerais, durante os últimos três dias. A maioria dos agricultores foi arregimentada na cidade de Barro, no interior do Ceará. Na quarta-feira, 2, 24 pessoas contratadas para a colheita de café foram encontradas trabalhando em condições extremamente precárias numa fazenda em Campos Altos, no Alto Paranaíba. Os ficais detectaram outros sete trabalhadores rurais em situação degradante no final da tarde do mesmo dia em outra fazenda, no município de Córrego Danta. Fiscais também localizaram na quinta-feira, 3, oito pessoas em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, que cortavam madeira em condições precárias, sem carteira assinada. O valor de R$ 20 por semana prometido estava atrasado. Conforme a DRT, nas propriedades rurais foram detectadas diversas irregularidades trabalhistas. Na fazenda em Campos Altos, os fiscais relataram que, além de não receberem pelo serviço, os agricultores dormiam sob folhas de bananeiras, amontoados em um cômodo de 10 metros quadrados, sem instalações sanitárias. Eles não contavam com água potável e eram obrigados a comprar alimentos na propriedade, cujo dono foi identificado apenas como Luís Antônio.A DRT informou que providenciou o acerto das verbas rescisórias dos trabalhadores rurais de Campos Altos e o valor aproximado chegou a R$ 30 mil. Eles foram encaminhados no final da tarde da quinta-feira para a cidade de origem. O coordenador da operação em Campos Altos, o auditor fiscal Carlos Fernando Lage Paixão, disse nesta sexta-feira, em entrevista à rádio CBN, que se surpreendeu com o grande número de irregularidades, que geraram multas. Os fazendeiros receberam entre 15 e 20 autuações por infrações trabalhistas.

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