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Em meio a protestos, Câmara instala comissão para analisar reforma

A Câmara dos Deputados instala hoje pela manhà a Comissão Especial que vai analisar a reforma da Previdência. A instalação será feita em meio a um clima de disputa interna no PT e protestos de servidores públicos, que anunciam para hoje uma grande manifestação na Esplanada dos Ministérios contra proposta de reforma. A manifestação está programada para ser o primeiro grande ato de protesto no governo Lula. Para evitar que a sessão da Comissão Especial se transforme num ato político e crie confronto com servidores, o deputado Roberto Brant (PFL-MG), que deverá eleito presidente da Comissão, tentará fazer uma reunião rápida. Sua intenção, anunciada ontem, é a de impedir debates de mérito neste primeiro dia, limitando-se a marcar nova reunião para discutir o assunto a fundo.A Comissão Especial tem 38 integrantes e um prazo de 40 sessões para discutir e votar o relatório, que, em seguida, será encaminhado ao plenário da Câmara. Inicialmente, a instalação da Comissão estava prevista para amanhã , mas, pressionado por setores da oposição, o presidente da Câmara, deputado João Paulo Cunha (PT-SP), preferiu antecipá-la para hoje. O principal argumento para a antecipação foi o de que o Congresso será convocado em julho para examinar as reformas e, para isso, os parlamentares ganharão salários extras - não se justificando, portanto, mais atrasos na tramitação. Além disso, já está em pleno funcionamento a Comissão Especial da Reforma Tributária. Atritos Ao antecipar para hoje a instalação da comissão especial da reforma da Previdência, o presidente da Câmara conseguiu apoio dos políticos que querem agilidade, como o PFL e o PSDB, mas, ao mesmo tempo, comprou uma briga com seu próprio partido. Como apenas o PT não havia escolhido seus representantes na Comissão Especial, o próprio João Paulo Cunha tomou a iniciativa de, por ofício, fazer as indicações, irritando o líder do partido, deputado Nelson Pellegrino (PT-BA). No entanto, os petistas (sete no total) serão substituídos por Pellegrino, que indicará também o relator - deputado José Pimentel (PT-CE). Além dos problemas internos do PT, o governo terá que administrar outras dificuldades em outros partidos de sua base política. Em resposta ao atraso nas nomeações de seus partidários para cargos no governo, o PTB indicou quatro parlamentares que têm resistência à reforma previdenciária. O PDT indicou o deputado Alceu Collares (RS), que, na Comissão de Constituição e Justiça, foi duro com o governo e votou contra a proposta. O PC do B terá como representante a deputada Jandira Feghali (RJ), uma crítica ostensiva das mudanças na Previdência.

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