Helvio Romero / AE
Helvio Romero / AE

Em meio à crise, Ministério dos Transportes se dá notas muito altas

Mesmo com 27 pessoas afastadas da Pasta, autoavaliação institucional foi boa

João Domingos, de O Estado de S.Paulo

15 de setembro de 2011 | 19h01

BRASÍLIA - Alvo da maior faxina feita pela presidente Dilma Rousseff, a burocracia do Ministério dos Transportes não tomou conhecimento da crise que levou ao afastamento de 27 dirigentes do setor, entre eles o próprio ministro Alfredo Nascimento. Na avaliação de desempenho institucional do ministério, relativa ao período de 1º de março a 31 de agosto, os Transportes autoconcederam-se quase só as avaliações mais altas, de 100%. As notas valem para o pagamento da Gratificação do Desempenho de Atividade em Infraestrutura (GDAIE) aos servidores.

A crise que levou à queda dos dirigentes dos Transportes teve início no dia 2 de julho, com o afastamento de quatro pessoas. Uma delas foi Luiz Antonio Pagot, diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit); quatro dias depois caiu o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento. A limpeza continuou pelos dias seguintes.

Na avaliação de desempenho feita pela burocracia da Pasta, o gabinete do ministro dos Transportes teve o cumprimento de 100% da meta para capacitação em cursos e seminários e 91% para assessoramento e consultoria ao Tribunal de Contas da União (TCU). Já a Secretaria-Executiva obteve 100% em tudo.

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