DIDA SAMPAIO/ESTADAO
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Em meio a clima de desconfiança, Temer viaja para Argentina e deixa Maia na Presidência

Na terça-feira, 18, os dois tiveram mais um episódio de mal-estar, quando Temer tentou atrair para o PMDB 'descontentes' do PSB, que já estavam sendo sondados por Maia para o DEM

Isadora Peron, O Estado de S.Paulo

19 de julho de 2017 | 19h35

BRASÍLIA - Com a viagem de Michel Temer nesta quinta-feira, 19, para a Argentina, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), assumirá o Palácio do Planalto até sexta-feira. A relação entre os dois anda estremecida desde que a denúncia por corrupção passiva contra o peemedebista chegou à Câmara, no fim de junho.

Primeiro na linha sucessória, Maia se distanciou de Temer nas últimas semanas. No início de julho, na semana que antecedeu a votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e em que o nome do democrata começou a ser aventado como alternativa a Temer, Maia viajou para fora do País e evitou assumir o Palácio do Planalto durante a viagem do presidente à reunião do G-20, para Alemanha.

Nesta quinta, o presidente da Câmara vai permanecer no Brasil, mas talvez embarque para o Rio. Das outras vezes em que assumiu a Presidência, Maia chegou a despachar do gabinete de Temer.

Mal-estar. O último foco de atrito entre os dois aconteceu esta semana, depois de Temer tentar atrair para o PMDB parlamentares do PSB que negociam a migração para o DEM. Para desfazer o clima de desconfiança, o presidente jantou na terça-feira com Maia e outros parlamentares na residência oficial da presidência da Câmara.

Nesta quarta, os dois tiveram um novo encontro no Palácio do Planalto. A interlocutores, Maia chegou a se queixar de falta de “lealdade” do governo.

 

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