Em meio a bate boca, oposição prorroga CPI do MST

Os senadores Kátia Abreu (DEM-TO) e Eduardo Suplicy (PT-SP) bateram boca em sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na manhã de hoje. A discussão se deu por conta da prorrogação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) no Congresso.

ANA PAULA SCINOCCA, Agência Estado

01 de setembro de 2010 | 18h39

A troca de farpas começou quando Suplicy acusou Kátia, presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), de não ter como hábito comparecer às reuniões da CPI. Kátia é uma das principais defensoras da prorrogação da comissão. Irritada, ela rebateu: "Não lhe dou o direito de questionar meu trabalho nesta Casa, meu mandato é do tamanho do seu". "Sou suplente na CPI do MST, que recebe dinheiro do seu governo, acrescentou.

Na discussão, Kátia recordou o episódio em que Suplicy vestiu uma cueca vermelha dentro do Congresso, por cima do terno, a pedido de humoristas do programa "Pânico", da RedeTV!. Suplicy manteve as acusações à parlamentar sobre sua ausência na CPI.

"Os membros do seu partido muitas vezes estiveram ausentes, os titulares de Vossa Excelência não estiveram lá". "Que Vossa Excelência pudesse estar ali pelo menos para ajudar, mas é livre o seu direito de se expressar", disse Suplicy.

A troca de acusações só acabou quando o presidente da CCJ, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), interveio. "Mantenhamos a compostura, precisamos concluir a votação". A oposição acabou por conseguir a prorrogação da CPI do MST.

PSDB e DEM conseguiram derrubar recurso apresentado à CCJ pelo governo para encerrar os trabalhos da comissão. Os oposicionistas querem usar a CPI para investigar a suposta quadrilha que fraudava projetos de reforma agrária na região sul de Mato Grosso do Sul.

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