GABRIELA BILO/ ESTADAO.
GABRIELA BILO/ ESTADAO.

Em manifesto, PT afirma que 'está sob forte ataque'

No documento, dirigentes da legenda afirmam que há tentativas de fazer do partido 'bode expiatório' da corrupção na Petrobrás investigada na Operação Lava Jato

Ana Fernandes, José Roberto Castro e Ricardo Galhardo, O Estado de S. Paulo

30 de março de 2015 | 19h38

SÃO PAULO - Um manifesto divulgado pelo PT nesta segunda-feira, 30, diz que o partido está sob forte ataque e compara o cenário ao de 1989, quando a legenda foi responsabilizada pelo sequestro do empresário Abílio Diniz. O documento foi elaborado por dirigentes estaduais do PT, com o aval do presidente nacional da sigla, Rui Falcão, e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 


Ao falar das denúncias de escândalos na Petrobrás, o documento dos dirigentes petistas diz que querem fazer do PT "bode expiatório da corrupção nacional" e repete que o partido é favorável à completa investigação de malfeitos e afastamento de partidários, caso sejam condenados em virtude de "falcatruas". 

Petistas avaliam no manifesto que a questão do sequestro de Diniz foi um dos fatores determinantes para a derrota de Lula na disputa presidencial contra Fernando Collor. "Em nossa história de 35 anos, muitas vezes investiram contra nós. O fato mais marcante, numa longa trajetória de manipulações, foi imputarem ao PT o sequestro do empresário Abilio Diniz", diz trecho do primeiro parágrafo. 


"A ofensiva de agora é uma campanha de cerco e aniquilamento", continua o texto, que acusa um sujeito indefinido de já ter proposto no passado ser "preciso acabar com a nossa raça". O documento diz ainda que "não suportam" o fato de o PT ter tirado da miséria extrema 36 milhões de brasileiros e brasileiras, em "tão pouco tempo" e que, por isso, tentam criminalizar o PT.


"Não toleram que, pela quarta vez consecutiva, nosso projeto de País tenha sido vitorioso nas urnas", diz o texto que lembra a eleição de um operário, em referência a Lula, e de uma mulher que combateu a ditadura, em referência a Dilma. Na linha de argumentação de que a oposição tenta um terceiro turno, o manifesto diz que "maus perdedores no jogo democrático tentam agora reverter, sem eleições, o resultado eleitoral".



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