Em manifesto, CUT, MST e UNE poupam Dilma e pedem o 'Fora Cunha'

Intenção do movimento é fazer um contraponto às manifestações pelo impeachment da presidente marcadas para o dia 16 de agosto

Pedro Venceslau e Ricardo Chapola, O Estado de S.Paulo

04 de agosto de 2015 | 15h46

SÃO PAULO - Liderada pelo MST, CUT e UNE, a coalizão de entidades dos movimentos sociais e partidos que defendem o governo escolheram o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o ajuste fiscal como os principais alvos dos atos políticos marcados para o dia 20. 

Vinte e uma entidades e dois partidos (PC do B e PSOL) levarão para as ruas os motes "Fora Cunha" e "Contra a direita e o ajuste fiscal". Sem citar o nome da presidente Dilma Rousseff, o manifesto, que foi finalizado nessa segunda-feira, diz que a política econômica do governo "joga a conta nas costas do povo" e pede que "os ricos paguem pela crise".   

A intenção do movimento é fazer um contraponto às manifestações pelo impeachment da presidente marcadas para o dia 16  - e que, dessa vez, contam com o apoio formal do PSDB. "Diante dos ataques, a saída será pela mobilização nas ruas, defendendo o aprofundamento da democracia", diz o manifesto. 

Sobre Eduardo Cunha, as entidades dizem que ele  representa "o retrocesso e um ataque à democracia". Afirmam, ainda, que o presidente da Câmara "transformou a Câmara dos deputados numa Casa da Intolerância e da retirada de direitos".

As entidades também prometiam, em março, protestar contra a ajuste fiscal e as medidas econômicas do governo, mas as duas palavras de ordem ficaram em segundo plano. Segundo dirigentes ouvidos pela reportagem, isso deve se repetir nas manifestações do dia 20. 

Manifestações. Os movimentos sociais começam uma série de protestos a partir do dia 7 de agosto. Nessa data, as entidades vão acompanhar um ato promovido pelo PT em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vai ser realizado em frente ao instituto do petista. Na semana passada, o Instituto Lula informou por meio de nota ter sido alvo de um "ataque político" e disse que um "artefato explosivo" foi arremessado contra seu prédio-sede. 

No dia 16, uma parte dos movimentos sociais também farão uma espécie de vigília em frente ao Instituto Lula para evitar tentativas de depredação do prédio que podem ocorrer no dia dos protestos pelo impeachment de Dilma. 

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