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Em live, Bolsonaro ignora possível saída de Moro

Ministro da Justiça avisou que deixará o cargo caso o presidente imponha um novo nome para comandar a Polícia Federal

Bianca Gomes, O Estado de S.Paulo

23 de abril de 2020 | 19h29
Atualizado 23 de abril de 2020 | 20h05

O presidente Jair Bolsonaro ignorou a possível saída do ministro da Justiça, Sérgio Moro, em live semanal no Facebook nesta quinta-feira, 23. “Vai ser uma live bastante rápida e o assunto do momento. O auxílio emergencial”, anunciou Bolsonaro no início da transmissão ao vivo que contou com a participação do presidente da Caixa Econômica FederalPedro Guimarães.

Mais cedo, Moro avisou a Bolsonaro que deixará o governo caso o mandatário imponha um novo nome para o comando da Polícia Federal, atualmente ocupado por Maurício Valeixo.

O presidente ainda não se manifestou sobre a possível saída do ministro em nenhuma rede social. Ao chegar ao Alvorada no final da tarde desta quinta, ele evitou tratar do assunto. 

OMS

Durante a transmissão, que durou pouco mais de 16 minutos, Bolsonaro evitou comentar sobre questões polêmicas do coronavírus, como já fez em lives anteriores. Em um dos poucos momentos, voltou a dizer que o emprego sempre foi uma preocupação. “Você não imagina o quanto apanhei da mídia brasileira. Aquela historinha: vida você não recupera, economia recupera.”

O presidente ainda comentou sobre os processos que está respondendo dentro e fora do País. “Estou sendo acusado de genocídio por estar defendendo uma tese diferente da Organização Mundial da Saúde”, afirmou Bolsonaro.

Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) protocolou no começo de abril uma representação contra Bolsonaro no Tribunal Penal Internacional em Haia, na Holanda. Na denúncia, a entidade alega que o chefe do Executivo praticou crime contra a humanidade ao incentivar ações que aumentam o risco de proliferação do novo coronavírus.

O presidente justificou o fato de não estar seguindo as recomendações da OMS com o fato de o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, não ser médico. "O presidente da OMS não é médico. Tem que seguir OMS? Tem que seguir ministério da Justiça? Tem que seguir determinações, orientações", afirmou Bolsonaro. 

Conhecido como Dr. Tedros, apesar de não ser médico, Tedros é formado em biologia, fez mestrado em imunologia de doenças infecciosas na Universidade de Londres e concluiu doutorado em saúde comunitária na Universidade de Nottingham, também no Reino Unido. 

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