Foto: Reprodução Facebook
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Em live, Bolsonaro ataca Witzel por caso Marielle e diz que ele 'se acha o gostosão'

O presidente disse que foi avisado por Witzel no último dia 9 que seu nome aparecia na investigação

Camila Turtelli e Daniel Galvão, O Estado de S.Paulo

31 de outubro de 2019 | 20h21

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro fez duras críticas ao governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), durante live transmitida pelo Facebook. Bolsonaro voltou a acusá-lo de vazar informações sobre caso Marielle, vereadora do Rio de Janeiro assassinada em março do ano passado, e afirmou não ter dúvidas da participação de Witzel na "confecção" do inquérito do caso. O presidente também disse que Witzel quer "o poder pelo poder" e "se acha gostosão".

"O governador sabia que ia vazar e estava comemorando. Quando meu avião decolou no sábado pra China, com quatro parlamentares e os ministros, juntei e contei o que ia acontecer", disse ele. Segundo Bolsonaro, Witzel já sabia da matéria que seria vinculada pelo Jornal Nacional que fala sobre a citação ao seu nome na investigação.

Bolsonaro contou que foi avisado por Witzel que seu nome aparecia na investigação durante um aniversário no Clube Militar de Brasília, no dia 9 de outubro. "Ele me chamou num canto e falou: o processo está com seu nome lá no Supremo", disse o presidente.

O presidente da República disse ainda que Witzel persegue sua família. "Porque ele botou na cabeça que quer ser presidente da República, o que ele botou na cabeça? Que tem de me destruir. Aquela narrativa de sempre de miliciano, miliciano. Ele potencializa processos contra minha família. Não deu certo, Witzel. Você perdeu, foi vaiado com gritos de traidor" disse. "É poder pelo poder, se acha o gostosão, saltou lá de helicóptero para parabenizar o sniper", afirmou, referindo-se a um sequestro ocorrido em agosto na Ponte Rio-Niterói. Na ocasião, Witzel parabenizou o trabalho da Polícia Militar e celebrou o desfecho da situação em que um atirador de elite do Batalhão de Operações Especiais matou o sequestrador.

Na noite da última terça-feira, o governador do Rio divulgou nota lamentando a conduta de Bolsonaro. "Jamais houve qualquer interferência política nas investigações conduzidas pelo Ministério Público e a cargo da Polícia Civil. Em meu governo, as instituições funcionam plenamente e o respeito à lei rege todas nossas ações", afirma a nota que ainda reforça que "não compactua com vazamentos à imprensa".

 

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