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Em jantar, Lula discute nova estrutura do PT com a criação de vice-presidências regionais

Segundo relatos, a maioria dos presentes defendeu que Lula assuma a presidência do partido no próximo Congresso Nacional do PT

Erich Decat, O Estado de S.Paulo

15 Março 2017 | 16h52

BRASÍLIA - Em jantar realizado com integrantes da bancada do PT do Senado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva discutiu a possibilidade de mudança na estrutura do partido e a criação de cargos de vice-presidentes regionais.

O encontro ocorreu na noite dessa terça-feira, 14, na residência do senador Paulo Rocha (PT-PA) e também contou com a participação do ex-ministro Gilberto Carvalho e do presidente do PT, Rui Falcão.

Segundo relatos, a maioria dos presentes defendeu que Lula assuma a presidência da legenda no próximo Congresso Nacional do PT, previsto para o próximo mês de junho. O principal argumento de parte da bancada do PT do Senado é de que Lula seria o único nome que uniria todas as correntes.

Para não ficar “engessado” e ter liberdade para viajar pelo País, Lula ficaria distante, contudo, do cotidiano burocrático e administrativo da legenda. Essa parte seria tocada por integrantes da Executiva e pelos vice-presidentes regionais, que responderiam pelo partido em suas respectivas regiões. Essa estrutura organizacional é inspirada, segundo petistas, no modelo adotado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Durante o jantar - regado a “cachacinha”, peixe do Pará e sorvete de açaí -, os petistas também viram o vídeo do depoimento de Lula realizado horas antes na sede da Justiça Federal, em Brasília. O petista é acusado de tentar "atrapalhar" as investigações da Lava Jato e de tentar comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.

Na avaliação de alguns dos presentes no encontro, Lula se saiu muito bem ao se vitimizar e rebater as acusações de interferência na Lava Jato, no depoimento.

Transposição - O jantar também serviu para afinar os discursos previstos para serem feitos no próximo domingo (19), na cidade de Monteiro (PB), ocasião em que Lula irá fazer a “reinauguração” da Transposição do Rio São Francisco.

A expectativa é que o evento seja um grande divisor de águas e coloque o PT numa nova ofensiva eleitoral diante da aproximação do próximo pleito de 2018. Além de integrantes das bancadas do Congresso, a ideia é também contar com a presença de ex-ministros do governo PT e da ex-presidente Dilma Rousseff. Segundo alguns petistas, em meio à criação de um ambiente de euforia, não está descartada nem a possibilidade de Lula nadar pelo Rio S. Francisco.

 

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