Em jantar, Dilma minimiza intrigas

No jantar com a presidente Dilma Rousseff, na quarta-feira (07), no Palácio da Alvorada, o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, disse que "fofoqueiros" de seu partido e do PT fazem de tudo para intrigá-los e assim levá-los a um rompimento político. "Mas não vão conseguir", afirmou ele. Dilma respondeu que ninguém conseguirá afastá-los, porque o projeto político dela e de Campos é "trabalhar" pelo futuro do País.

JOÃO DOMINGOS, Agência Estado

09 de novembro de 2012 | 08h38

Campos disse ainda que já identificou o que está por trás das fofocas que, segundo ele, fazem chegar informações "falsas" a Dilma e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo as quais ele estaria plantando as sementes de uma candidatura à Presidência em 2014.

"Essas pessoas trabalham para tirar o PSB da base do governo", disse ele. "Nós não vamos deixar que intrigas nos atrapalhem", respondeu a presidente. "Vamos fazer uma linha direta de comunicação entre nós", completou Dilma, que iniciou a conversa com o governador de Pernambuco dizendo que a campanha eleitoral terminou e que o momento é de olhar para o futuro. "As diferenças eleitorais ficaram para trás."

Do jantar participaram também a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais), o presidente do PT, Rui Falcão, e o vice-presidente do PSB, Roberto Amaral.

Numa espécie de prestação de contas da eleição de outubro, o governador disse à presidente que embora fiquem falando que o PSB atropelou o PT, nada disso ocorreu.

Ele apresentou alguns números à presidente. No fim das contas, disse que o PSB apoiou mais o PT do que o PT o PSB. Alegou, porém, que não estava fazendo nenhuma reclamação. "Isso faz parte. O PT tem a política de alianças dele e nós temos a nossa." A presidente, segundo narrativa de um dos presentes, concordou. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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