Reprodução/Twitter
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Em janeiro, Lula tinha sugerido que militantes ocupassem o triplex do Guarujá

Durante discurso na Praça da República, em São Paulo, o ex-presidente disse 'eu até já pedi para o Guilherme Boulos mandar o pessoal dele ocupar aquele apartamento'

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

16 Abril 2018 | 14h57

A possibilidade de militantes ocuparem o triplex do Guarujá, o que ocorreu nesta segunda-feira, 16, havia sido citada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela Lava Jato, em um discurso após sua condenação pelo Tribunal Regional Federal da 4º Região (TRF-4).

No dia 24 de janeiro, após ter seu recurso negado e sua pena aumentada para 12 anos e um mês de prisão, o ex-presidente fez um discurso na Praça da República, em São Paulo, quando classificou a decisão judicial como uma "mentira" e negou mais uma vez ser dono do triplex.

"Se eles me condenaram me deem pelo menos o apartamento", disse Lula, na ocasião. "Eu até já pedi para o Guilherme Boulos mandar o pessoal dele ocupar aquele apartamento. Já que é meu, ocupem."

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Na manhã desta segunda-feira, o líder do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST) e pré-candidato à Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), acompanhado de integrantes do movimento e da Frente Povo Sem Medo, ocupou o triplex e desafiou a Justiça a mostrar quem é dono do apartamento atribuído a Lula na denúncia do Ministério Público Federal. "Se é do Lula, o povo foi convidado e pode ficar lá. Queremos saber quem é que vai pedir reintegração de posse. Se não é do Lula, o Judiciário vai ter que explicar por que prendeu o Lula por conta desse triplex", disse.

Sentença. O leilão do imóvel, pivô da condenação de Lula, está marcado para os dias 15 e 22 de maio. Na sentença que condenou o petista, o juiz Sérgio Moro afirmou que o registro da matrícula do imóvel estava formalmente em nome da empresa OAS, mas que os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro estavam configurados através de "ocultação e dissimulação".

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