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Em inserção, PT questiona se oposição só quer tirar proveito da crise

'Uma pergunta para todos os brasileiros: os políticos que querem desestabilizar o governo estão pensando no bem do País ou em si mesmos?', questiona a propaganda que vai ao ar nesta terça-feira

Ricardo Galhardo, O Estado de S. Paulo

28 de setembro de 2015 | 20h55

São Paulo - O PT vai exibir nesta terça-feira, 29, em rede nacional de TV, duas inserções publicitárias com o objetivo de frear as articulações em torno do impeachment da presidente Dilma Rousseff e tentar reverter o clima de pessimismo que domina o País.

 

Em uma delas, sem usar a palavra impeachment, o partido questiona os interesses dos políticos de oposição que tentam "desestabilizar o governo".

"Uma pergunta para todos os brasileiros: os políticos que querem desestabilizar o governo estão pensando no bem do País ou em si mesmos? Estão interessados em beneficiar a população ou só querem tirar proveito da crise?", questiona a propaganda. 

A peça publicitária se baseia em pesquisas internas que apontam dúvidas em setores expressivos da população quanto aos motivos e desdobramentos decorrentes de um eventual de impedimento de Dilma. A própria presidente tem apontado em seus discursos a existência de um setor da oposição que aposta no "quanto pior, melhor". 

Na mesma propaganda, o PT explora o risco de desestabilização democrática. "Afinal, quem garante um caminho mais seguro? Um governo eleito democraticamente ou aqueles que querem chegar ao poder custe o que custar?", pergunta a peça ambientada na região central de São Paulo.

Na outra inserção a estrela é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Também embasada em pesquisas internas que apontam a crise econômica como motivo de desgaste de Dilma junto ao eleitorado historicamente petista, a propaganda tenta mostrar uma luz no fim do túnel citando avanços obtidos nos governo petistas como exemplo de que o país pode superar a crise. 

"Pensem comigo: um País que em apenas 12 anos saiu do mapa da fome da ONU, colocou mais de 40 milhões de brasileiros na classe média, bateu recordes na geração de empregos e fez programas como Minha Casa, Minha Vida, o Prouni e o Fies, é capaz de vencer qualquer crise", diz o ex-presidente.

Citado publicamente como possível candidato à sucessão de Dilma em 2018, Lula promete "continuar lutando sempre" pelo País.

"Um País que fez tanto em tão pouco tempo tem que acreditar na força de seu povo. Foi por isso que lutei e vou continuar lutando hoje e sempre", afirma Lula.

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