Clayton de Souza/Estadão
Clayton de Souza/Estadão

Em inauguração de obra, Dilma diz que não foi eleita para fazer 'muquifo'

Durante cerimônia em São Bernardo do Campo, presidente lembra frase de Lula, também presente no evento, e afirma que busca 'o melhor' para o povo

Atualizado às 19h56, Ricardo Chapola e Francisco Carlos de Assis

13 Dezembro 2013 | 18h01

A presidente Dilma Rousseff disse nesta sexta-feira, 13, que "não foi eleita para construir muquifos" durante cerimônia de inauguração do Hospital das Clínicas de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. A obra entregue por Dilma representa o maior investimento feito pela União na cidade, berço político do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também presente no evento. Foram R$ 126 milhões vindos dos cofres do governo federal para a construção do hospital e mais R$ 60 milhões que serão destinados anualmente a título de recursos de custeio.

"Chegamos à conclusão de uma coisa muito importante que aprendemos com o presidente Lula, que dizia o seguinte: não fui eleito para construir muquifo pra o povo brasileiro. Muquifo é algo ruim para o povo. Eu também não fui. Nós fomos eleitos para buscar para o povo brasileiro aquilo que há de melhor", afirmou Dilma, depois de fazer vários elogios às instalações do hospital.

Ao lado da presidente e de Lula, que foi acompanhado pela mulher, estava também o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, provável candidato do PT ao governo do Estado no ano que vem, o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, e o filho do ex-vice-presidente José Alencar, Josué Alencar. Ele estava presente porque o hospital recebeu o nome de seu pai como forma de homenagem. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, foi representado pelo secretário da Saúde, David Uip.

O hospital, que também teve o aporte de R$ 40 milhões do governo do Estado e de R$ 74,1 milhões do município, será responsável por atender mais sete municípios da região. A unidade, porém, vai ter funcionamento parcial até 2015. Até lá, estarão disponíveis para a população 24% dos 293 prometidos.

Em seu discurso, Dilma aproveitou o evento voltado à saúde para defender outra vez o programa Mais Médicos, responsável pela vinda de médicos estrangeiros para suprir a carência de profissionais do interior do País. Para Dilma, o programa, principal bandeira de campanha de Padilha em 2014, contribui para "humanizar o sistema de saúde". "Mesmo que a gente tenha a beleza desse edifício, tem que ter atendimento de qualidade. E qualidade é o que temos tentado manter com o Mais Médicos, afirmou a presidente.

 

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