Em homenagem a Redecker e Nélio Dias, Câmara adia votações

Redecker é uma das vítimas do vôo 3054 e Dias morreu de câncer, no dia 20 do mês passado

Denise Madueño, do Estadão

01 de agosto de 2007 | 19h34

Ao contrário do que pretendia o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), não houve votações  no nesta quarta-feira, 1, no plenário. Há na Câmara um clima de consternação pelas mortes do líder da minoria, deputado Júlio Redecker (PSDB-RS), no acidente com o avião da TAM em Congonhas em 17 de julho, e do presidente do PP, deputado Nélio Dias (PP-RN), de câncer no dia 20 de julho, além da falta de entendimento nos partidos da base, que estão de olho na divisão dos cargos do segundo escalão no Executivo.   O líder do governo na Câmara, deputado José Múcio Monteiro (PTB-PE), disse que é melhor que não haja votações nesta semana.   "O clima é ruim. As mortes dos deputados, as caixas-pretas do avião da TAM e as possíveis mudanças de comando. É uma semana complicada. Não há um bom clima, mas a Casa tem de ter capacidade para se distanciar das crises", afirmou Monteiro.   A intenção de Chinaglia era a de votar a medida provisória (MP) que prorroga o prazo para troca de informações entre os regimes próprios de Previdência Social e o Regime Geral de Previdência Social.   Essa MP está trancando a pauta, e Chinaglia queria liberar o plenário para votações de outros projetos. Desde o início da tarde, os deputados estão homenageando Redecker e Dias. Foi realizado um culto ecumênico, e haverá uma sessão plenária na qual os líderes partidários se revezarão na tribuna em discursos sobre os dois deputados.

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