Em greve, servidores de Salvador ocupam a Câmara

Funcionários da Casa pedem, entre outros items, aumento de 40% nos salários

Tiago Décimo, correspondente de O Estado de S.Paulo

19 de julho de 2011 | 18h10

SALVADOR - Em greve há 12 dias, os servidores municipais de Salvador ocupam, desde a tarde de segunda-feira, 18, a Câmara de Vereadores da cidade, a fim de tentar pressionar a prefeitura a acatar as reivindicações da categoria. Cerca de 50 deles passaram a noite no plenário da Casa. Os servidores pedem, entre outros itens, aumento de 40% nos salários - que alegam estar congelados há três anos -, adoção de plano de cargos e vencimentos e a inclusão imediata de plano de saúde entre os benefícios.

Na primeira proposta, a prefeitura havia oferecido reajuste de 17%, a partir do ano que vem - quando teria início o plano de cargos e vencimentos. A proposta não foi aceita. Em reunião entre as partes, realizada hoje, a prefeitura ofereceu aumento de 5,79%, retroativo a maio, e manteve a proposta anterior. Mais uma vez, não houve acordo.

Na última quinta-feira, 14, a Justiça havia decidido que a paralisação era ilegal e que os trabalhadores deveriam retornar imediatamente ao trabalho, sob pena de multa diária de R$ 5 mil ao Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindseps). O sindicato recorreu, alegando que a mobilização cumpriu todas as etapas legais e que o contingente mínimo de 30% dos servidores está trabalhando em serviços considerados essenciais, como nos postos de saúde.

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