Em greve, advogados da União fazem protesto na Fazenda

Eles reivindicam o cumprimento do acordo com o governo, pelo qual ficou garantido o reajuste salarial de 30%

Fabio Graner, de O Estado de S.Paulo

17 de janeiro de 2008 | 13h26

Os advogados da União, que estão em greve, fizeram nesta quinta-feira, 17, manifestação em frente ao ministério da Fazenda. Eles reivindicam o cumprimento do acordo, fechado com o governo no ano passado, pelo qual ficou garantido o reajuste salarial da ordem de 30%, parcelado até 2009. O presidente do Fórum Nacional da Advocacia Pública Nacional, João Carlos Souto, disse que, em nenhum momento nas discussões do acordo e sua assinatura foi mencionado que a concessão do reajuste estava associado à prorrogação da CPMF.  O governo suspendeu todos os reajustes salariais negociados no final do ano passado em decorrência da derrota da prorrogação da CPMF. Sem os R$ 40 bilhões da arrecadação da contribuição, haverá um corte de R$ 20 bilhões no orçamento, afetando os reajustes salariais. Outros R$ 20 bilhões serão cobertos com ganho de arrecadação e aumento de impostos. O acordo dos advogados da União foi um dos negociados em novembro do ano passado. Segundo João Carlos, a greve dos advogados da União prejudicará as obras do PAC, cuja defesa jurídica é feita pela Advocacia Geral da União, a AGU. Além disso, ele lembra que a advocacia pública federal conseguiu recuperar, em decisões judiciais no Supremo Tribunal Federal (STF) , créditos de R$ 13 bilhões.  Segundo ele, em média, os salários dos advogados da União é de R$ 10 mil, metade dos pagos pelos procuradores do ministério público federal. Na manifestação, os procuradores apresentam uma faixa em que está escrito: Presidente Lula cumpra o acordo. Evite o apagão jurídico".

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