Em Goiânia, 2.500 manifestantes participam, segundo PM; Maçonaria comparece

A principal marca do protesto deste domingo, dia 12, em Goiânia e em algumas cidades do interior de Goiás, foi a presença maciça de integrantes de diferentes lojas maçônicas liderando manifestações. Vestindo ternos pretos e outros trajes típicos das cerimônias maçons eles lideraram protestos contra a corrupção e o governo Dilma Roussef em Goiânia e Catalão - nesta última compareceram 200 pessoas, segundo a PM. Também houve mobilização hoje em Anápolis, Jataí e Rio Verde, todas com 200 pessoas, no máximo, segundo a PM em cada cidade.

MARÍLIA ASSUNÇÃO, ESPECIAL PARA AE, Estadão Conteúdo

12 Abril 2015 | 18h17

Os próprios organizadores admitiram que o número de pessoas mobilizadas em Goiânia foi menor do que no protesto de 15 de março, mas eles não se entenderam quanto à estimativa. A Polícia Militar estimou em 2.500 pessoas mobilizadas no ponto alto do protesto deste domingo, enquanto os organizadores falaram em 5 mil, 20 mil e até 50 mil manifestantes. No dia 15 de março, houve estimativa variando entre 25 mil até 60 mil pessoas no protesto em Goiânia.

Além dos PMs, um grupo de 30 seguranças privados foi contratado para o evento, mas eles se recusaram a informar qual dos movimentos pagou o serviço. Não houve conflitos nem detidos.

Além da Maçonaria, em Goiânia o protesto foi organizado pelo Movimento Vem pra Rua Goiás e Movimento Brasil Livre. Antes da manifestação maior, marcada para as 14 horas, na Praça Tamandaré, os maçons fizeram uma passeata pela manhã em Goiânia e outra em Catalão, a 260 quilômetros da capital goiana, com 200 pessoas participando, segundo a PM. Thiago Manuel Ferreira, um dos maçons que lideraram o protesto realizado durante a tarde estava entre os que calculavam em mais de 15 mil os participantes. Uma organização denominada Associação dos Médicos Maçons colhia assinaturas defendendo um projeto de lei de interesse popular denominado Corrupção Nunca Mais.

A maior parte do público compareceu vestida de verde e amarelo e muitos se cobriam com a bandeira nacional. A maioria das faixas pedia a saída da presidente Dilma, defendendo o impeachment dela ou citando o escândalo na Petrobras.

Por volta das 15h30, os manifestantes romperam um acordo que tinham feito com a PM e decidiram fazer uma marcha, mas ficaram divididos. Muitos dispersaram e um dos grupos ficou na Tamandaré. Depois acabaram decidindo se juntar ao outro grupo que partiu atrás de um carro de som a caminho da Superintendência Regional da Polícia Federal, no Setor Bela Vista. Na porta da PF fizeram uma rápida manifestação. Não houve shows nem a participação de políticos na mobilização em Goiânia.

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