Em Fortaleza, Marina recebe apoio de senadora da base de Dilma

Candidata do PV convida Patrícia Saboya e pastor do PR, outra legenda da coligação da petista, para participarem de comitê suprapartidário no Ceará

Carmen Pompeu, especial para o Estado / FORTALEZA,

17 Julho 2010 | 12h43

A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, ganhou neste sábado, 17, apoio da senadora Patrícia Saboya, do PDT, que integra a coligação da presidenciável Dilma Rousseff (PT). "O meu partido nunca me tolheu. Claro que é preciso ter cuidado, porque o partido tem uma orientação. Mas fala mais alto ao meu coração, à minha alma, o voto na Marina", disse a pedetista.

 

Marina participou de evento em um hotel de Fortaleza e chamou Patrícia para compor a mesa. "Tenho amizade e carinho pela Marina muito grandes. A gente é colega há oito anos no Senado. Acredito que seja uma das mulheres mais interessantes desse País. Pela sua história, pela sua vida, ela representa a obstinação de todos os brasileiros e brasileiras. E é isso que me encanta na política", elogiou Patrícia.

 

Vestida com camiseta verde igual aos dos militantes, Patrícia explicou que a simpatia e os sonhos em comum para ela são mais fortes que a orientação partidária. "Hoje percebo que há muito mais uma junção de pessoas que pensam da mesma forma, que têm os mesmos sonhos do que propriamente os partidos", disse. "Marina não se dobrou à política pequena."

 

Patrícia, que vai disputar uma vaga de deputada

estadual, é ex-mulher de Ciro Gomes (PSB). Em seu discurso, Marina também lamentou a retirada da candidatura de Ciro Gomes. "Aprendi a respeitar o Ciro não foi de ouvir falar ou por conveniência política. Foi por convivência no Ministério do Meio Ambiente. Quando todos se voltavam contra mim, ele ficava comigo. Às vezes até se queimando. Por isso, lamentei a não candidatura dele."

 

Também de um partido que apoia Dilma, o pastor Pedro Ribeiro (PR), candidato a deputado federal, não só declarou voto na candidata do PV como também disse que iria trabalhar para elegê-la presidente. Marina convidou os dois - a senadora e o pastor - para formar um comitê suprapartidário no Ceará.

 

Gerentes

 

A candidata do PV elogiou o governo do presidente Lula, mas disse que não poderia ser complacente com os pontos que precisam avançar, como o combate ao analfabetismo, à insegurança e no apoio à questão ambiental.

 

Em entrevista, Marina disse que seus adversários, Dilma e José Serra (PSDB), têm características de "gerentes" e não de "estrategistas". E citou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o presidente Lula como exemplos de estrategistas. "Tivemos um presidente sociólogo que era um estrategista. Depois um presidente operário que também tem essa visão de estratégia. Não são gerentões. O Brasil precisa ainda de alguém com essa característica e não de um gerentão", afirmou Marina.

 

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