Em festa do trabalhador, Força Sindical prepara lista de cobranças a Dilma

Em evento do 1º de Maio na capital paulista, presidente da central, deputado Paulinho da Força (PDT-SP), destaca pauta de reivindicações e diz que atual governo 'não tem nada a ver' com o trabalhador

Clarice Cudischevitch

01 de maio de 2013 | 13h07

A festa organizada pela Força Sindical como parte das comemorações do 1º de Maio, nesta quarta-feira, terá parte do evento dedicada a ato político que vai explorar a pauta de reivindicações e pressionar a presidente Dilma Roussef em relação à agenda sindical.

 

Além dos representantes da central, são esperadas as presenças do governador Geraldo Alckmin, do prefeito da capital, Fernando Haddad, o senador tucano Aécio Neves e a ex-senadora Marina Silva. A presidente Dilma Rousseff deve ser representada pelo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho.

 

"Particularmente acho que o governo Dilma não tem nada a ver com o trabalhador", afirmou Paulinho. Durante o evento, a Força Sindical voltou a defender a volta do chamado gatilho salarial, mecanismo pelo qual os reajustes para os trabalhadores ocorreriam a cada três meses. A proposta, segundo ele, seria uma forma de recompensar perdas salariais provocadas pela inflação. A ideia não tem consenso entre lideranças de outras centrais.

Presente no evento, o ministro do Trabalho, Manoel Dias, evitou comentar a proposta. "Hoje é dia de propostas. Acho que não estamos vivendo uma inflação fora de controle. Esse gatilho poderia estimular a inflação e tem que ser melhor discutida", disse.

São esperadas 1,2 milhão de pessoas no evento, realizado na Praça Campos de Bagatelle, zona norte da cidade, e vai até as 15h. A festa organizada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), no Vale do Anhangabaú, região central, está prevista para terminar por volta das 19h30.

 

 

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