Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

Governador de São Paulo diz que 'não adianta polícia se Deus não estiver no controle'

Pré-candidato à reeleição, Márcio França participou da Marcha para Jesus e aproveitou para comentar a greve dos caminhoneiros

Daniel Weterman e Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

31 Maio 2018 | 16h38

SÃO PAULO - Responsável pelo comando da Segurança Pública de São Paulo, o governador do Estado, Márcio França (PSB), disse nesta quinta-feira, 31, que não adianta de nada o trabalho da Polícia Militar se Deus não estiver no controle.

"O Brasil precisa de paz, compreensão e, acima de tudo, de muita fé. Não adianta colocar polícia, vigiar, se Deus não estiver no controle", disse França ao discursar para fiéis evangélicos durante a Marcha para Jesus, em São Paulo.

Líderes religiosos da igreja Renascer pediram para o governador, que é pré-candidato à reeleição, se ajoelhar enquanto oravam por ele e pelo Estado.

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Opinião. Márcio França (PSB) também aproveitou o evento para declarar que considera normal a aproximação de João Doria (PSDB), seu adversário na disputa, com o empresário Flávio Rocha, presidenciável do PRB. Mais cedo, Doria defendeu ao Estadão/Broadcast que Rocha esteja junto com o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) nas eleições presidenciais.

"Não tenho nada contra o Flávio Rocha. Acho que ele tem muito a ver com o Doria. Empresários ricos, pessoas que têm associação de ideias, pensam parecido, é mais ou menos normal que estejam juntos", disse França, que apoia Alckmin na corrida ao Planalto.

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Disputando a preferência de Alckmin na disputa estadual, França alfinetou o ex-prefeito ao dizer que "o palanque do coração" de Alckmin não pertence ao PSDB em São Paulo. "Existe o palanque que o partido te obriga a fazer, existe o palanque do coração. No palanque do coração do Alckmin eu já sei que só tem um lugar e, nesse lugar, certamente não vai estar o outro lado."

Greve. O governador disse ainda, em entrevista a jornalistas, que espera até o fim do dia para que todos os bloqueios decorrentes da greve dos caminhoneiros terminem. A administração estadual publicou nesta quinta-feira, em Diário Oficial, a resolução que isenta caminhões da cobrança do eixo suspenso nas praças de pedágio.

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O governador anunciou que sua gestão vai negociar com as concessionárias para que os prejuízos relativos à isenção sejam compensados com o adiamento do prazo dos contratos de concessão.

Além disso, França garantiu que o governo estadual vai fiscalizar se os postos de combustível estão aplicando o desconto no preço do diesel concedido pelo Governo Federal.

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