Em evento do PT, Dilma defende alianças

Ministra e presidenciável diz que partido ?tem experiência rica? no assunto

José Maria Tomazela, O Estadao de S.Paulo

06 de dezembro de 2008 | 00h00

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse ontem que o PT não é partido de governar sozinho e está preparado para partilhar o poder. Segundo ela, a sigla já provou que é capaz de fazer alianças e tem experiência grande em dividir o poder. "Nós temos experiência de governo. Governamos vários Estados, governamos o País e o PT é um fator decisivo na estabilidade da democracia brasileira. Mas é também um partido capaz de construir consenso com outros partidos."Ao participar da abertura do seminário da tendência petista Construindo um Novo Brasil, o antigo Campo Majoritário do partido, ela negou que esteja preocupada em "pavimentar" sua candidatura à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010. "Esse diálogo dos membros do governo com o PT é fundamental e independe de eleição, de pavimentar candidatura. É um momento, diante da conjuntura que se avizinha, e de tudo o que o presidente Lula conseguiu em termos de evolução do País, de reconhecer que o papel do PT é muito importante para a democracia brasileira."Uma das reflexões do encontro, que prossegue até amanhã, gira em torno de alianças. Mesmo frisando que o PT tem experiência de governo, insistiu a ministra Dilma, isso não significa que o partido vai governar sozinho. "O PT tem experiência rica em partilhar o poder não apenas em nível federal, mas também nos Estados e municípios."Em tom mais direto, o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), apontou Dilma como a candidata preferida do presidente e do partido. "A ministra é lembrada pelo presidente Lula e não há nenhuma resistência a ela", destacou. "É uma pessoa apreciada e admirada por todos dentro do partido e do governo Lula."A forma como o governo enfrentará a crise econômica pode produzir resultados políticos, disse Berzoini. " O povo vai olhar com atenção como Lula, a ministra Dilma e os demais ministros vão agir para manter o crescimento do País."

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