Em evento da Fiesp, Skaf ataca gestão Serra

Ainda como presidente da entidade, o pré-candidato ao governdo de SP pelo PSB divulgou na segunda-feira, 24, pesquisa sobre as dificuldades do empresariado paulista

Flávia Tavares / SÃO PAULO - O Estado de S.Paulo

24 Maio 2010 | 21h54

O pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PSB, Paulo Skaf, ainda não se licenciou da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) e, nessa condição, apresentou ontem a pesquisa Fiesp/Ibope Barreiras para o crescimento da Indústria Paulista, que aponta as principais dificuldades do empresariado do Estado para o desenvolvimento.

 

Sem citar José Serra, que até abril estava no cargo que agora Skaf quer ocupar, o presidente da Fiesp fez críticas à gestão tucana no Estado, especialmente sobre os pedágios e uma pendenga judicial com a Comgás.

 

O levantamento do Ibope foi feito entre 14 de abril e 7 de maio, com mil empresas, e será apresentado aos candidatos à Presidência da República, para que as questões sejam incluídas em suas pautas. A carga tributária foi apontada como a principal barreira, tendo sido lembrada por 65% das empresas ouvidas.

 

“Aproveitamos que amanhã (hoje) é o Dia da Indústria para apresentar prioridades das indústrias de São Paulo e outros Estados”, afirmou Skaf, acrescentando que a Fiesp conversará com as equipes técnicas das campanhas para aprofundar as discussões.

 

Skaf se licencia da Fiesp no dia 31 de maio, quando Benjamin Steinbruch assume a presidência interinamente. Na divulgação da pesquisa, o pré-candidato Skaf ressaltou que o preço dos pedágios no Estado foi lembrado por 46% das empresas e que essa seria uma demanda nova do setor – foi o único momento em que fez intervenções na fala de Paulo Francini, diretor de pesquisas e estudos econômicos da Fiesp.

 

Abriu parênteses no encontro para explicar uma briga jurídica da Fiesp com a Comgás e com a Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp), por conta de cobranças indevidas de tarifas sobre o gás natural. “É uma briga que vem desde maio de 2009. A cobrança atinge 900 mil casas do Estado”, afirmou.

 

Agenda. Ao anunciar o cronograma de atividades da Fiesp para este ano, Skaf mostrou-se entusiasmado com o evento que será promovido no dia 8 de novembro, quando o presidente eleito será convidado para um encontro com o empresariado paulista. “Aí sim poderemos convidar o ou a presidente a se comprometer a realizar as reformas.” Aproveitou, então, para lembrar o papel da Fiesp na luta pela não recriação da CPMF, em 2007.

 

Skaf acredita que o próximo presidente deve realizar as reformas o quanto antes e já deixou clara qual vai ser a principal reivindicação da Fiesp nesse ponto: a transparência dos impostos. “Queremos que o cidadão saiba exatamente quanto está pagando pelo produto e quanto é adicional de tributos”, concluiu.

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