Em evento da CUT, Haddad diz que PSDB tem discurso contraditório

Na chegada de evento no Anhangabaú, prefeito de São Paulo afirmou que percebe 'uma tentativa de antecipar a campanha eleitoral' e que Brasil melhorou desde PT chegar à Presidência

Breno Pires - O Estado de S. Paulo,

01 de maio de 2013 | 18h47

Na chegada para o evento da Central Única dos Trabalhadores em comemoração ao Dia Mundial do Trabalho no Anhangabaú, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse que os oposicionistas do PSDB ao PT e à presidente do Dilma Roussef têm discurso contraditório. Ele afirmou que os indicadores sociais do País melhoraram bastante desde que o Partido dos Trabalhadores assumiu a presidência em 2003.

 

Haddad disse que o índice de desemprego do Brasil é hoje um dos menores do mundo, afirmando que há "pleno emprego". "Percebo uma tentativa de antecipar a campanha eleitoral, o que é ruim para o Brasil."

Economia. O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, afirmou que não gostaria de comentar as declarações que o governo vem sofrendo quanto à condução da economia nacional. "A oposição está no papel dela de fazer críticas." No entanto, em entrevista a repórteres, ele acabou tocando no assunto: "Não podemos deixar que se passe uma imagem de que a situação econômica está fora de controle", disse.

 

O Ministro do Trabalho, Manoel Dias (PDT), antes de discursar no evento, também rebateu as críticas à economia  ao governo. Segundo o ministro, a inflação está controlada, e a oposição insiste no tema porque não tem assunto. "Já estamos vivendo um período pré-eleitoral e, como eles não tem assunto, vão falar sobre o quê?", disse.

Dias também voltou a comentar a proposta feita pela Força Sindical de que os salários passem a ser indexados conforme à inflação. "Não sou economista, mas quem conhece bem o assunto tem dito que isso poderia trazer ainda mais inflação", afirmou o ministro.

 

Ele falou sobre a reunião que acontecerá no próximo dia 14 junto às centrais de trabalhadores de todo o País. No entanto, dois dos itens que a Central Única dos Trabalhadores queria discutir na reunião foram descartados de pronto pelo governo: o fator previdenciário e a redução da jornada de trabalho para 40 horas sem perda da remuneração.

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