Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Em carta, Lula diz a apoiadores que vai provar sua inocência

Cerca de mil pessoas se reuniram no Sindicato dos Metroviários em São Paulo em relançamento da campanha 'Lula Livre'; carta do ex-presidente diz que 'verdadeiros ladrões' são os que o condenaram

Francisco Carlos de Assis, O Estado de S.Paulo

16 de março de 2019 | 14h54

Em carta a apoiadores, o ex-presidente Lula diz que não descansará enquanto não provar sua inocência e que os "verdadeiros ladrões" são os que o condenaram. O documento foi lido neste sábado, 16, pelo presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto, para uma plateia de mais de mil pessoas reunidas no auditório do Sindicato dos Metroviários, no Tatuapé, na zona leste de São Paulo.

Na carta, Lula voltou a afirmar que sua prisão foi motivada pelo fato de que, se estivesse livre, seria eleito presidente da República pela maioria da população brasileira. Lula está preso na superintendência da Policia Federal, em Curitiba, desde o início de abril do ano passado. Ele foi condenado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro

No texto, Lula se queixa da Justiça que o teria proibido de comparecer ao velório e sepultamento de seu irmão, morto em janeiro. Lula lamentou também as "perseguições" que seu neto Arthur Araújo Lula da Silva, morto em 2 de março, sofrera na escola por ser seu parente. "Prometi ao Arthur que não descansarei enquanto não provar que os verdadeiros ladrões são os que me condenaram", escreveu Lula, reforçando que não é e nunca foi proprietário do apartamento, o triplex, do Guarujá, nem do sítio de Atibaia.

O seminário Lula Livre reúne lideres de partidos políticos, de centrais sindicais e movimentos sociais de esquerda. O seminário marca o relançamento do Movimento Lula Livre. Segundo Paulo Okamoto, o objetivo é dar as diretrizes para a criação de comitês nos Estados para apoiar a campanha Lula Livre. "Precisamos organizar as forças progressistas para primeiro tirarmos Lula desta prisão injusta, encontrar os mandantes do assassinato de Marielle e derrubar essa reforma da Previdência", disse o presidente do Instituto Lula

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