Em entrevista, Dilma Rousseff questiona fama de 'ranzinza'

"Estou num país onde nenhum homem assume suas posições. Quando eu assumo, sou tachada de durona", disse

Anne Warth, da Agência Estado,

25 de setembro de 2009 | 13h42

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse nesta sexta-feira, em São Paulo, ao ser questionada por correspondentes estrangeiros no Brasil sobre a fama de "ranzinza" e "durona" que tem, que, "se puder ficar paz e amor, é bom que se fique". "É interessante a forma como se trata as mulheres na política", disse.

 

Dilma citou como exemplos de mulheres que assumiram posição de liderança em seus países e são tachadas da mesma forma a ex-primeira-ministra da Grã-Bretanha Margareth Thatcher e a secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton. "Estou num país em que nenhum homem assume suas posições. Quando eu assumo, sou tachada de durona e mau humorada", comparou. A ministra-chefe da Casa Civil voltou a dizer que, na pasta, está cercada de "homens meigos".

 

Esportes

 

Ao falar sobre os investimentos que o País terá de fazer para sediar eventos como os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo, Dilma afirmou que o Brasil tem feito esforço para cumprir os compromissos na área social e que, nesses casos, estaria executando prioridades estruturais. Ela ressaltou que o governo não pagará por reformas ou construções de novos estádios para Copa do Mundo de 2014, mas admitiu que irá liberar crédito e financiamento para este fim.

 

A ministra previu ainda que o Brasil encerrará o ano com o saldo positivo na criação de empregos. "Vamos criar, no mínimo, um milhão de empregos até o fim desse ano."

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