Amanda Perobelli/Reuters - 10/3/2021
Amanda Perobelli/Reuters - 10/3/2021

Em entrevista a rede americana, Lula elogia Biden e pede reunião do G-20 para discutir vacinação

Ex-presidente defendeu à rede americana CNN que estoque excedente de imunizantes poderia ser doado ao Brasil

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de março de 2021 | 22h27

Em trechos de entrevista concedida à rede americana CNN, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) critica Jair Bolsonaro, elogia Joe Biden e pede para que o presidente americano convoque uma reunião do G-20 para avaliar a distribuição do estoque excedente de vacinas contra covid-19 ao Brasil ou a países “ainda mais pobres”. 

“Eu sei que os Estados Unidos têm vacinas a mais e que talvez nem todas elas sejam usadas. Essas vacinas, quem sabe, poderiam ser doadas ao Brasil ou a outros países ainda mais pobres, que não podem adquirir mais doses”, diz Lula à jornalista Christiane Amanpour, que divulgou os trechos em seu perfil no Twitter. A entrevista completa será transmitida nesta quinta-feira, 18.

Em seguida, ele pede ao presidente Biden a convocação de uma reunião do G-20, bloco formado pelas 20 maiores economias do mundo, para discutir a questão. “É importante chamar os principais líderes mundiais e colocar em volta da mesa uma só coisa, uma questão: vacina, vacina e vacina.”

Lula diz, então, que não confia no governo de seu país e que o mesmo pedido não poderia ter sido feito ao antecessor de Biden, Donald Trump. “Biden é um alento para a democracia no mundo”, conclui.

Quando questionado, em outro vídeo, se vai concorrer à Presidência da República em 2022, Lula afirma que não pretende recusar um possível convite. “Se o meu partido e outros aliados concordarem que eu concorra à residência, e se eu estiver bem de saúde (para a campanha), eu posso te assegurar que não recusarei o convite”, diz.

No último dia 8, Edson Fachin, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)anulou todas as condenações de Lula na Lava Jato e tornou o ex-presidente elegível novamente. Lula, no entanto, ainda é réu em seis ações penais, que tiveram origem em outras investigações, e pode voltar a ficar inelegível novamente.

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