JB Neto/AE
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Em encontro com petistas, Delúbio apresenta sua defesa no mensalão

Ex-tesoureiro do PT tem participado de eventos para expor os argumentos que serão usados no STF

Bruno Boghossian, O Estado de S. Paulo

28 de julho de 2012 | 18h44

SÃO PAULO - O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares apresentou sua defesa no processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF) a cerca de 40 militantes do partido e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) durante um encontro na tarde deste sábado, 28, em São Paulo. Ele esteve na sede do diretório petista da Vila Mariana, zona sul da capital paulista, por duas horas.

Delúbio tem participado de uma série de eventos com correligionários para explicar os argumentos que seus advogados apresentaram ao STF. Ele nega a existência de um esquema de compra de votos no Congresso e alega que a distribuição de dinheiros era o pagamento de dívidas de campanhas eleitorais.

A cinco dias do início do julgamento, o ex-tesoureiro foi ao encontro com os militantes paulistanos. Chegou ao evento às 14h40 no banco traseiro de um carro sedã. Vestia uma camisa da seleção brasileira de futebol, uma jaqueta bege e tênis. O petista sorriu ao encontrar jornalistas diante do local do ato, mas afirmou que não daria entrevistas sobre o processo. "Muito obrigado pela presença", disse, diante da porta de entrada.

O encontro foi fechado. Cada militante que chegava ao prédio encontrava uma folha de papel colada ao portão trancado. Um recado escrito à mão pedia que o convidado telefonasse para a presidente do diretório. "Que coisa secreta. Parece coisa do tempo da ditadura militar", brincou uma mulher ao chegar ao encontro.

A sede local do PT ocupa o segundo andar de uma casa que abriga o Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Minérios e Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo, filiado à CUT. O espaço também é usado para armazenar material de campanha do candidato do partido à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad.

Na saída, Delúbio cumprimentou mais uma vez a imprensa e reiterou que não daria entrevistas. Perguntado se está tranquilo com o julgamento, já de costas, o ex-tesoureiro limitou-se a fazer um sinal de positivo com o polegar.

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