Em disputa acirrada, Chinaglia vence eleição na Câmara

Arlindo Chinaglia (PT-SP) foi eleito presidente da Câmara dos Deputados. Por 261 a 243, em disputa acirrada, o petista derrotou o atual presidente da Casa, Aldo Rebelo (PCdoB-SP) no segundo turno. Votos brancos somaram 6. Estavam presentes 510 parlamentares. No primeiro turno, Aldo teve 175, Chinaglia 236 e Fruet 98. Votos brancos somaram 3 e estavam presentes 512 deputados. Nesta quinta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava otimista com a vitória de um dos candidatos da base aliada: Aldo ou Chinaglia. "Acho pouco provável vitória da oposição. O Congresso, com todas as suas divergências, sempre teve uma cultura que precisa ser respeitada", disse o presidente, ao lembrar que tradicionalmente as presidências do Senado e da Câmara ficam com as maiores forças políticas dentro das casas. Em seu discurso antes da vitória, Chinaglia, sempre apontado como favorito na disputa, foi mais corporativo, saiu em defesa da Câmara e repetiu cinco vezes que não permitiria a intimidação da Casa. "Não posso conceber um Parlamento acuado, pautado por quem quer que seja", disse, sem apontar nomes, acrescentando que não aceitará generalizações e críticas injustas à Câmara. "Não vamos assistir passivamente ataques injustos à instituição e a um parlamentar. Quando alguém ataca o parlamento, mesmo sem intenção confessa, está atacando a democracia", proclamou. Ele tratou como assunto encerrado a série de escândalos que marcou a legislatura passada e o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "A página da crise está virada, é da legislatura passada", afirmou. Indiretamente, Chinaglia saiu em defesa de deputados inocentados em processos de cassação de mandato na legislatura passada e disse que não aceitará críticas injustas ao Parlamento. "Não vamos assistir passivamente a ataques injustos", discursou. Outro ponto do discurso do petista foi a defesa da total autonomia do Poder Legislativo. "Quem disse que o governo manda aqui?", afirmou Chinaglia, que é líder do governo na Câmara. "Quem disse que o Executivo é superior ao Legislativo? Quem disse que o Judiciário tem o poder de legislar?", prosseguiu o candidato. "Não posso conceber um Parlamento acuado, pautado por quem quer que seja que não sejam os interesses do povo brasileiro." Com AE e Reuters

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