Em discurso na convenção do PSDB, Yeda defende seu governo

Governadora afirmou que oposição 'jogou bebê japonês' em seu colo ao deflagrar casos de corrupção

Elder Ogliari, Agência Estado

29 de junho de 2008 | 19h28

Em discurso recheado de metáforas, a governadora Yeda Crusius aproveitou o mesmo palco da CPI do Detran, o plenarinho da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, para defender sua administração durante a convenção que confirmou a candidatura do deputado estadual Nelson Marchezan Júnior para a prefeitura de Porto Alegre, neste domingo.   Ao falar aos participantes da convenção, Yeda insistiu na tese de que há uma maquinação para impor uma imagem de corrupção ao Rio Grande do Sul no momento em que está governando o Estado. "Caiu no meu colo um bebê japonês, não é meu, não é nosso, mas eu não vou jogá-lo no rio", comparou, referindo-se à fraude no Detran, que começou em 2003. "Vamos achar pai e mãe e quando isso ocorrer (o bebê) terá abrigo, volta para lá".   Para Yeda, o inimigo tem tamanho desconhecido e instrumentos poderosos, mas seu governo saberá sair da crise extirpando e acabando com o sistema que abriu espaço para a corrupção no Detran mediante administração transparente e uma carta de compromisso, a ser elaborada pelo grupo de transição formado há dez dias, que vai impor normas éticas para toda a máquina pública.   Ao sair da convenção, a governadora explicou um pouco mais a tese do bebê japonês, dizendo que a paternidade só será descoberta pelo DNA, ou seja, o levantamento de tudo o que ocorreu no Detran desde 1997. "É isso que tem que ser feito e não essa idéia de que os desvios ocorreram no meu governo".   Provocada pelos repórteres a identificar o inimigo citado no discurso, a governadora não apontou nomes. "Inimigo é aquele que faz política sem ética, esteja onde estiver". Também definiu como "instrumentos poderosos do inimigo" as informações que seus aliados não tiveram, numa referência a gravações e documentos que chegavam antes à oposição na CPI do Detran.

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