Em discurso, Lula 'lamenta' não ter feito projeto para ampliar mandato

Presidente falou ainda do seu "arrependimento" de não ter comprado um maior, ou talvez dois aviões do tipo Airbus A-319

Tânia Monteiro, Agência Estado

25 de agosto de 2010 | 17h06

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva "lamentou" não ter mandado ao Congresso uma emenda à Constituição que lhe permitisse aumentar o seu mandato na Presidência da República. "Está certo que está no final do mandato, mas junto com esta lei complementar podia ter mandado uma emendinha para mais alguns anos de mandato", disse ele, ao sancionar alterações na Lei Complementar 97, que amplia os poderes do Ministro da Defesa e estende à Marinha e à Aeronáutica o poder de polícia nas fronteiras, que apenas o Exército possuía.

 

Em seu primeiro discurso na primeira cerimônia realizada na volta ao Palácio do Planalto, Lula falou ainda do seu "arrependimento" de não ter comprado um maior, ou talvez dois aviões do tipo Airbus A-319, como o adquirido, por causa do tamanho das delegações de empresários que costuma levar em suas viagens pelo mundo para ampliar os negócios com o Brasil. "Hoje eu sei que precisava", prosseguiu Lula, no discurso de improviso.

 

O presidente brincou ainda com os comandantes militares ao agradecer a cooperação e a compreensão deles no entendimento da necessidade de modificações na legislação. Brincou porque chamou todos de "companheiros", lembrando que, se tivesse mais um ano de governo, daqui a pouco estaria chamando-os de "camaradas", expressão usada pelos comunistas ao se dirigir aos seus colegas.

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