Em Diadema, onde PT conquistou sua primeira prefeitura, Mário Reali tenta a reeleição

Desde 1982, a única vez que o partido perdeu na cidade foi nas eleições de 1996

Jair Stangler, do Estadão.com.br

18 de outubro de 2011 | 21h49

Em Diadema, o principal desafio do PT é confirmar a hegemonia no município. Na cidade onde a legenda conquistou a sua primeira prefeitura desde sua fundação, o partido tentará reeleger o atual prefeito, Mário Reali. Entre as estratégias, interceptar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ajudar na campanha. "Nós somos vizinhos, ele sempre morou por aqui. A gente vai fazer um piquete, se for o caso”, brinca ele. Para ele, Lula é sempre referência.


Uma disputa interna para a escolha do candidato do principal partido de oposição também pode favorecer a sua reeleição. "Houve uma tensão com o vereador Lauro Michels, que queria ser candidato pelo PSDB”, contou Reali, pontuando que o resultado da discussão pode ser a candidatura de Michels pelo PV. Segundo Reali, o PSDB irá manter a candidatura de José Augusto da Silva Ramos, o Zé Augusto, que foi prefeito pelo PT entre 1989 e 1992.


A maior bancada na Câmara municipal de Diadema é do PT. Hoje, 6 dos 17 vereadores são do PT. Esse número passará para 21. Com isso, Reali calcula que o partido deve eleger 7 ou 8 vereadores e, como outros prefeitos, diz que mais importante é o tamanho da base governista. Segundo ele, atualmente a base oscila entre 12 e 14 vereadores. "Tem um centrão ali", afirma.


A atual administração é a sexta seguida do PT na cidade. Desde 1982, quando chegou à prefeitura com Gilson Menezes, o partido só perderia a disputa em 1996, com o próprio Gilson Menezes, que foi para o PSB após o fim de seu mandato, em 1988.


Reali, que preside o consórcio de prefeito da região do ABC paulista, prevê que o PT tem condições de manter as prefeituras que já estão sob a gestão petista - Diadema, São Bernardo do Campo e Mauá - além de conquistar pelo menos mais três - Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra e Santo André. "São Caetano do Sul é uma incógnita. Depende de quantos candidatos a cidade terá", diz.


Para o prefeito, as condições são bastante favoráveis também em função da ampliação do leque de alianças que se criou depois de 2000. "Nosso governo trabalha com um arco grande de partidos, como o PMDB, PSC, PV. A gente trouxe o PSB, que estava no arco do PSDB", afirma.

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