Em Diadema, candidatos empatados trocam farpas

Truculento, desinformado e ausente da cidade foram alguns dos adjetivos trocados pelos deputados estaduais Mário Reali (PT) e José Augusto da Silva Ramos (PSDB), candidatos à Prefeitura de Diadema. As farpas e ofensas, em tom de trocas de gentilezas, foram desferidas durante debate promovido pela TV Mais, que só terminou aos 28 minutos de ontem.Eles são os principais candidatos à sucessão do prefeito José de Filippi Jr. (PT) e aparecem tecnicamente empatados em todas as pesquisas de intenção de votos divulgadas no ABCD. Na última pesquisa Ibope/Diário do Grande ABC, Reali tinha 40% e José Augusto, 35%, mas a margem de erro é de 4 pontos porcentuais. Em terceiro lugar aparece o vereador Ricardo Yoshio (PMN), e, em último, Vladimir Trombini Campos, o Vladão (PCB), com 1%. Eles também participaram do debate.Reali, que já conseguiu na Justiça uma decisão proibindo José Augusto de falar que ele não mora em Diadema, passou parte do debate ouvindo estar "distante da cidade". "Reali pode conhecer muito bem Ribeirão Pires (onde ele foi secretário) ou a Avenida Sumaré (suposto endereço de Reali), mas Diadema, não", dizia José Augusto. Fora de seu tempo de fala, Reali reagiu: "Quero direito de resposta, o candidato está proibido de falar que eu não moro em Diadema". José Augusto rebateu: "Eu não falei, você vestiu a carapuça". A direção do debate, a cargo do diretor da TV Mais, Carlos Carreiras, não concedeu o direito de resposta.Quando José Augusto falou sobre política habitacional, Reali lembrou que o tucano era prefeito na ocasião da desocupação da Vila Socialista, uma extensa área invadida. No confronto com a Polícia Militar, o então vereador Manoel Boni perdeu a mão. O petista atacou: "O candidato não recebia os movimentos, era truculento". Ao que José Augusto respondeu: "Truculento era ele, que era assessor na Prefeitura na época e não fez nada".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.