Os presidentes Lula e Abdulaye Wade na Bahia
Os presidentes Lula e Abdulaye Wade na Bahia

Em Dia da África, Lula desconversa sobre 3º mandato

Presidente disse estar na capital mais negra do país; Nesta terça-feira encontro é com Chávez

Tânia Monteiro

26 de maio de 2009 | 02h31

Depois de ouvir "olé olé olá Lula Lula" no Teatro Castro Alves, onde comemorou o Dia da África, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao chegar de volta ao hotel Pestana, onde está hospedado, em Salvador, ouviu um pedido do peemedebista e ex-presidente da Câmara Legislativa de Tupã, interior de São Paulo, que passa férias na capital baiana: "presidente, plebiscito, terceiro mandato". Lula, que estava próximo a ele, riu e apontou para onde estavam os jornalistas e respondeu, como se estivesse dizendo que a imprensa tinha de ouvir a voz das ruas. "Tem de falar isso para a imprensa", afirmou, mostrando os jornalistas.

 

Em seguida, abordado pelos jornalistas para explicar o que queria dizer com aquilo ou o que quis dizer para o ex-político, Lula esquivou-se de fazer qualquer comentário.

 

Nesta terça-feira, 26, o presidente Lula se reúne com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, durante todo o dia, em Salvador.

 

Mais cedo, no Teatro Castro Alves, Lula disse estar comemorando o Dia da África, na capital mais negra do país". Lembrou ainda as fortes ligações entre os dois países e voltou a falar das mazelas vividas pelos africanos, reiterando que, quando visitou o País, em 2005, chegou a pedir perdão pelas violências e atrocidades contra aquele continente. O presidente prometeu, então, regressar ao Senegal, cujo presidente estava ao seu lado, em dezembro, para participar da abertura Festival Mundial de Artes Negras. "Não sou artista, não sou cientista, mas podem ficar certos que estarei na abertura do festival de artes", avisou.

 

O presidente senegalês, Abdulaye Wade, por sua vez, durante discurso de quase 40 minutos de improviso, agradeceu o apoio de Lula, a quem chamou de "um dos maiores políticos dos tempos modernos". Apesar da crise, de acordo com o líder senegalês, seu país cresce de 5% a 6%.

Segundo Wade ninguém precisou convencer Lula da importância das relações entre o Brasil e a África e que, apesar do cansaço físico por estar chegando de viagem à Arábia, China e Turquia, estava ali naquela cerimônia por uma "causa planetária".

 

Na segunda-feira, 25, o presidente Lula e o governador da Bahia, Jacques Wagner (PT), foram vaiados por representantes de entidades sindicais de professores e trabalhadores da segurança pública, em Cachoeira, a 110 quilômetros de Salvador. Os professores protestaram pela falta de concurso para admissão de professores, escrivães e investigadores.

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