André Dusek/Estadão
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Em defesa na Câmara, Cunha ataca PT e o Supremo

Segundo o peemedebista, o chamado 'petrolão' é um esquema criminoso para financiar campanhas do PT e a sua cassação vai ser usada pelos petistas para falar que o impeachment de Dilma Rousseff foi um 'golpe'

Isadora Peron e Ricardo Brito, O Estado de S. Paulo

12 de setembro de 2016 | 21h48

Brasília - O deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) fez a sua defesa da tribuna da Câmara fazendo críticas ao PT e acusando o Supremo Tribunal Federal de dar um tratamento diferenciado aos inquéritos abertos contra ele no âmbito das investigações da Operação Lava Jato. Segundo o peemedebista, o chamado "petrolão" é um esquema criminoso para financiar campanhas do PT e que a sua cassação vai ser usada pelos petistas para falar que o impeachment de Dilma Rousseff foi um "golpe". "A minha cassação é um troféu para dizer que foi dado um golpe na presidente (Dilma). Golpe é usar o dinheiro da Petrobrás para apagar de caixa dois de campanha", disse.

Ele também afirmou que houve uma diferença de tratamento com relação a ele e os demais parlamentares alvos da Lava Jato, inclusive o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Segundo ele, o prazo médio para o STF aceitar uma denúncia são 660 dias, e que a dele foi aceita em menos de 60 dias. Ele afirmou também que até agora só tem dois parlamentares réus no STF por causa da Lava Jato, ele e o deputado Nelson Meurer (PP-PR).

Ele negou que tenha contas na Suíça e disse que o trust não lhe pertence. "Quero saber qual é a conta, qual é o número da conta? Que conta é essa que você não consegue movimentá-la", disse. O peemedebista também afirmou que peça de acusação do Ministério Público Federal não pode servir como base para processo por quebra de decoro. "Não dá para trazer para apreciação do Conselho de Ética investigações do STF", disse. Para ele, marcar a votação do seu processo de cassação antes das eleições municipais é querer transformá-la "em um circo".

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