Em debate morno, candidatos em BH ficam nas promessas

Os principais candidatos àprefeitura da capital mineira evitaram o confronto direto noprimeiro debate das eleições de 2008, transformando o que seriauma discussão apenas em palanque para a apresentação depromessas. Os problemas no trânsito da capital e a expansão do metrôdominaram o evento promovido pela TV Bandeirantes na noite dequinta-feira, que contou com a participação de oito dos novecandidatos à prefeitura. Cada um defendeu alternativas distintas para solucionar osproblemas do transporte público e do trânsito, cada vez maiscomplicados, em Belo Horizonte. O único consenso entre oscandidatos foi a necessidade de expansão do metrô, que écontrolado na capital pela Companhia Brasileira de TrensUrbanos (CBTU), do governo federal. Márcio Lacerda (PSB), que tem como cabos eleitorais o atualprefeito de Fernando Pimentel (PT) e o governador de MinasGerais, Aécio Neves (PSDB), defendeu as parceriaspúblico-privadas como saída para a construção de novas linhasna cidade, proposta que foi rechaçada por Vanessa Portugal(PSTU). "Sou contra essas parcerias porque a privatização deserviços nada tem de bom para o trabalhador", afirmou acandidata, que defendeu a municipalização de todo o serviço detransporte público. "Estamos sem metrô, apesar de o prefeito Fernando Pimentelser do partido do presidente Lula e amigo do governador AécioNeves. A quem isso beneficia?", questionou a candidata, queestá tecnicamente empatada com Lacerda e Leonardo Quintão(PMDB), em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto. A líder das intenções de voto até o momento em BeloHorizonte é a candidata do PCdoB, Jô Moraes.

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