Em Davos, ongs vão protestar contra repressão

Cerca de doze Organizações não-Governamentais (ONGs) de caráter social presentes ao Fórum Econômico Global em Davos vão divulgar dois comunicados sobre a proibição e repressão policial à manifestação antiglobalização ocorrida no sábado, em Davos. O primeiro será dirigido ao governo suíço e consistirá em uma dura condenação do fato de a manifestação ter sido proibida e também aos métodos empregados para que os militantes antiglobalização não chegassem a Davos - passageiros de trens e ônibus foram expulsos pela polícia, e pessoas foram barradas na fronteira.Segundo Jeremy Rifkin, presidente da ONG americana Fundação sobre Tendências Econômicas, o outro documento será dirigido aos organizadores do Fórum e conterá uma lista de condições para que as ONGs de caráter social continuem a participar do evento."Teremos uma política de tolerância zero com o cerceamento do direito de reunião e manifestação", disse Rifkin. Ele criticou o fato de os organizadores do Fórum estarem cientes dos métodos usados pela polícia suíça para impedir a chegada dos manifestantes a Davos e nada terem feito sobre o assunto. Rifkin também estranhou o fato de políticos norte-americanos presentes ao evento não terem se posicionado contra a proibição da manifestação antiglobalização e os métodos da polícia suíça.

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