Em Curitiba, Richa manda cortar até 15% no custeio

O prefeito Beto Richa (PSDB) determinou ontem, ao tomar posse em seu segundo mandato à frente da Prefeitura de Curitiba, que os secretários promovam redução de até 15% no gasto de custeio, com vistas a enfrentar a crise financeira que atingiu o mundo e "aponta para um quadro generalizado de recessão econômica e de instabilidade social". Segundo ele, o objetivo é evitar cortes em investimentos e programas sociais. No primeiro mandato, ele já tinha pedido uma redução de pelo menos 10% em custeio e disse ter conseguido economia de milhões de reais. "Vamos incrementar ainda mais a austeridade, o rigor na aplicação dos recursos públicos, a competência, o choque de gestão que demos no primeiro mandato, que consiste em fazer mais e melhor gastando menos", acentuou. Richa anunciou que assinará, nos próximos dias, um contrato de gestão com os novos secretários. "Para que assumam o compromisso de seguir uma série de diretrizes que vamos determinar e o cumprimento de metas e objetivos predeterminados pela administração", afirmou. No discurso, disse que não se trata de ser pessimista ou superestimar a crise. "Trata-se de ser responsável", destacou. "Mais do que nunca é preciso governar com os pés no chão, apertando o cinto onde for possível para que não haja mais sacrifícios para a população". Richa reforçou a necessidade de "estar atento e forte para enfrentar as turbulências dessa nova era de incertezas da economia globalizada". Ele citou que a austeridade permitiu a redução da dívida pública consolidada de R$ 517 milhões para R$ 370 milhões, além do pagamento de R$ 120 milhões em precatórios. Richa afirmou ter encerrado 2008 com um superávit de mais de R$ 20 milhões, o que garante a regularidade no fluxo de pagamentos e a continuidade no ritmo de obras e investimentos da primeira gestão.O prefeito tucano reconheceu que ainda há muita coisa a se fazer neste segundo mandato, citando questões de trânsito, transporte coletivo, saúde, atenção social, segurança pública, regularização fundiária e oferta de novas moradias. "O que nos diferencia é a nossa vontade de querer resolvê-los", afirmou.

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