Em Cuba, Dilma diz que violações de direitos humanos ocorrem em todos os países

Presidente afirmou que sua visita a Havana tem como principal objetivo impulsionar as relações econômicas bilaterais.

João Fellet, BBC

31 de janeiro de 2012 | 14h00

A presidente Dilma Rousseff disse em entrevista coletiva em Cuba, nesta terça-feira, que não se pode tratar de direitos humanos como ferramenta ideológica para criticar apenas certos países.

Dilma afirmou que desrespeitos aos direitos humanos ocorrem em todas as nações, inclusive no Brasil, e citou como exemplo as violações denunciadas na base americana de Guantánamo.

Questionada sobre a intenção da blogueira cubana Yoani Sánchez de visitar o Brasil, Dilma afirmou que o país já lhe concedeu o visto e que agora cabe à blogueira obter a permissão de Cuba para viajar.

Yoani Sánchez é uma das mais proeminentes críticas do governo cubano e quer vir ao Brasil para o lançamento de um documentário do qual participou.

Laços econômicos

A presidente disse ainda que sua visita a Havana tem como principal objetivo impulsionar as relações econômicas e a cooperação entre Brasil e Cuba.

Ela mencionou incentivos brasileiros à compra e produção de alimentos no país caribenho e o financiamento concedido pelo BNDES para a reforma do porto de Mariel, nos arredores de Havana.

Ainda nesta terça, Dilma deve se reunir com os irmãos Raúl e Fidel Castro e visitar as obras no porto de Mariel, as maiores em Cuba desde a Revolução de 1959. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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