Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Em CPI, ex-presidente do BDNES nega existência de 'campeãs nacionais'

Demian Fiocca negou que, durante o governo Lula, os critérios para concessão de crédito na instituição tenham sido moldados para estimular a criação de companhias capazes de liderar setores do comérico mundial; 'houve aprimoramento de políticas para aumen

Eduardo Rodrigues , O Estado de S. Paulo

03 de setembro de 2015 | 11h29

BRASÍLIA - O ex-presidente do BNDES Demian Fiocca disse nesta quinta-feira, 3, que não existe no banco de fomento uma política de criação das chamadas "campeãs nacionais", grandes companhias capazes de liderarem determinados setores no comércio mundial. "Essa é uma formulação que tem sido feita fora do banco por analistas, ao avaliarem algumas operações do banco. A política do banco tem sido de aumentar o volume de operações, essa é uma política geral", afirmou, em depoimento à CPI do BNDES, na Câmara dos Deputados. 

Questionado pelo deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA), Fiocca negou que os critérios de concessão de crédito do BNDES tenham sido moldados com o objetivo de estimular a criação dessas "campeãs nacionais" durante o governo do ex-presidente Lula. "Houve um aprimoramento de políticas operacionais para aumentar o volume de financiamentos, mas não houve alterações caso a caso nos contratos. O BNDES vai se moldando a políticas de governo, é um órgão de Estado", completou. 

Fiocca foi presidente do BNDES de março de 2006 e maio de 2007, substituindo o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e antecedendo o atual presidente da instituição, Luciano Coutinho. 

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