Em conversas reservadas, Lula reprova tom agressivo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não quis comentar, na Espanha, o fato de a campanha de Marta Suplicy (PT) ter explorado no horário eleitoral gratuito a vida pessoal de Gilberto Kassab. Alegou não ter informações sobre o caso. Mas, em conversas telefônicas com assessores, Lula reprovou o tom agressivo da petista.No Palácio do Planalto, a preocupação é dissociar o ataque de Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula, que entrou oficialmente ontem na campanha da petista. Segundo assessores, a propaganda que questiona se Kassab é casado e tem filhos foi definida por marqueteiros há alguns dias, antes de Carvalho desembarcar em São Paulo para ajudar Marta no segundo turno. Tanto o chefe de gabinete quanto o presidente mantêm relações de respeito com Kassab.Antes de embarcar para a Espanha, Lula já havia se queixado do temperamento "difícil" de Marta. Numa conversa com o vice-presidente José Alencar e duas pessoas próximas, o presidente chegou a avaliar que a disputa em São Paulo está perdida e ressaltou que Kassab soube fazer política durante o primeiro turno, segundo o relato de um dos participantes do encontro.Na conversa, Lula citou uma polêmica recente de Marta com o pastor Samuel Ferreira, da Assembléia de Deus do Brás. Ela entrou com um processo contra ele porque não teria tido direito de resposta numa enquete promovida por uma rádio ligada à igreja. A enquete sugeria que os ouvintes escolhessem entre "Marta e a Bíblia".

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