Em convenção com Paulinho, PDT oficializa apoio a Marta

Pré-candidata do PT à Prefeitura de SP chegou a ser comparada por ministro Lupi ao ex-governador Brizola

28 de junho de 2008 | 14h05

O PDT e o PSB oficializaram na manhã deste sábado, 28,  o apoio à candidatura da ex-ministra Marta Suplicy, pré-candidata do PT à Prefeitura de São Paulo. Muito elogiada ao participar das duas convenções na Assembléia Legislativa paulista, Marta chegou a ser comparada pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi, ao ex-governador Leonel Brizola, morto em 2004. "Os CEUs (Centros Educacionais Unificados) que Marta criou nada mais são do que a escola de tempo integral do Brizola no Rio", disse Lupi. A petista disse considerar a comparação uma "honra". "Eu tinha muito apreço pelo Brizola, gostava muito dele", afirmou.      Veja Também: Calendário eleitoral das eleições deste ano      Na convenção do PDT, a primeira na agenda de Marta, marcou presença mais uma vez o deputado Paulo Pereira da Silva, suspeito de integrar um esquema de desvio de recursos do BNDES desvendado pela Operação Santa Tereza da Polícia Federal. Assim como fez a ex-ministra na sexta, Lupi negou que a participação do deputado na campanha possa prejudicar a petista. "Até agora não há um fato comprovado em detrimento de Paulinho", afirmou.   A previsão inicial era de que Marta seguisse diretamente da convenção do PDT para a do PSB, ambas realizadas na Assembléia Legislativa. Mas a petista encaixou entre os dois eventos uma passagem pelo enterro de Dagmar Frias de Oliveira, viúva do publisher do Grupo Folha, Octavio Frias de Oliveira, falecido no ano passado.   De volta à Assembléia no final da manhã, Marta selou o acordo com o PSB. Chamou a atenção a ausência da deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP), que chegou a ser convidada para a vice de Marta, mas enfrentou resistências dentro de seu próprio partido. Na ocasião, Marta voltou a comemorar o acordo com o chamado bloquinho de esquerda no Congresso, que trouxe para sua candidatura PC do B e PRB, além do PDT e do PSB.   O acordo, que inclui ainda o nanico PTN, representa a "coligação do coração" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo Marta. "Principalmente agora, o grande desafio na cidade de São Paulo é ajudar todas essas pessoas que entraram na classe média graças ao governo Lula a aí permanecerem", disse a petista.

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