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Em contra-ataque, colegiado abre processo contra adversário de Cunha

Conselho de Ética instala procedimento para apurar quebra de decoro de Chico Alencar; pedido foi feito pelo Solidariedade

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

12 Novembro 2015 | 08h14

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados instalou na tarde desta quarta-feira, 11, o processo por quebra de decoro parlamentar contra o líder do PSOL, Chico Alencar (RJ). O deputado fluminense é um adversário político do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Foram sorteados para relatar o caso num primeiro momento os deputados Paulo Azi (DEM-BA), Sérgio Brito (PSD-BA) e Zé Geraldo (PT-PA). O presidente do colegiado, José Carlos Araújo (PSD-BA), decidiu descartar o nome de Azi – por ter se manifestado na sessão de forma favorável a Alencar – e sorteou o deputado Sandro Alex (PPS-PR) em seu lugar por considerar que havia “impedimento moral”.

Araújo disse que vai conversar com os três candidatos para escolher o relator.

O Solidariedade protocolou a representação alegando que Chico Alencar usou recursos da Casa para fins eleitorais porque parte de sua campanha à reeleição teria sido financiada por um funcionário de seu gabinete.

O partido oposicionista também alega que Alencar teria supostamente apresentado notas frias de empresa fantasma para ressarcimento com a cota parlamentar.

‘Politiqueira’. Em sua defesa prévia, Alencar lembra que a Procuradoria da Casa pediu o arquivamento do caso por considerar que não havia prática de improbidade administrativa por parte do parlamentar.

“Não é cabível que contas de campanha aprovadas pela Justiça Eleitoral e mesmo o uso da cota parlamentar, quando já apreciado pelos departamentos da Casa, venham a ser objetivo de disputa política, baixa, menor, no âmbito do Conselho de Ética. Isto apequena a missão do órgão e abre perigoso precedente para uma guerra de todos contra todos”, diz o texto da defesa do líder do PSOL.

Presente na sessão, Alencar chamou a representação de retaliação, de “peça politiqueira de vingança rebaixada” e produto da “ânsia de revanche”. Seu partido entrou com representação contra Cunha e Alencar se tornou um dos principais adversários do peemedebista na Casa. “Não adianta querer fazer comparação com Eduardo Cunha. Não tem retaliação, tem esclarecimento”, rebateu o deputado Paulo Pereira da Silva (SP), presidente do Solidariedade. / D.C.

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