Nelson Almeida/AFP
Nelson Almeida/AFP

Em conferência da direita, Ernesto Araújo critica 'climatismo' e 'globalismo'

Ministro das Relações Exteriores participou neste sábado da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), que ocorre pela primeira vez no Brasil

Aline Bronzati e Adriana Ferraz, O Estado de S.Paulo

12 de outubro de 2019 | 11h48

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, usou sua palestra na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), que termina neste sábado, 12, em São Paulo, para criticar o que chama de "climatismo". “O climatismo está para a mudança climática assim como o globalismo está para a globalização”, afirmou, acrescentando que a globalização é um fenômeno econômico que foi “capturado pela ideologia e transformado em globalismo”. A CPAC é o maior evento conservador dos Estados Unidos, onde a primeira edição aconteceu nos anos 1970, e ocorre pela primeira vez no Brasil. 

Durante meia hora de palestra, Araújo disse que o conservador "é o sujeito menos preconceituoso que existe". "Totalmente diferente do que pensam nossos adversários. Para nós não existe o gay, por exemplo, mas a pessoa", afirmou. O ministro disse ainda que "ser conservador é ser contra a ideologia". 

Araujo também comentou a importância de debater as mudanças climáticas e o ritmo do aquecimento global. Ele afirmou que o Brasil precisa controlar as emissões de gases de efeito estufa e que o País vai manter os compromissos assumidos.

“Vamos controlar as emissões? 'Bora controlar as emissões. O Brasil é responsável entre 2% e 3% do total de emissões de CO2 e a China por cerca de 25%. No entanto, o Brasil deve assumir e vai manter compromisso firme de controle de emissões. A China só quer saber do acordo de Paris”, afirmou, dizendo que não era uma crítica à China.

O ministro fez menção ainda à ativista sueca Greta Thungerg, de 16 anos. Ele a comparou a uma menina da Venezuela, de 14 anos e 14 quilos, pela fome gerada pelo “regime horroroso” no país. “Greta, de 16 anos, bem alimentada, bem nutrida, acolhida pelas Organização das Nações Unidas (ONU), a mesma que não faz nada por essa menina de 14 anos na Venezuela”, disse ele, sendo aplaudido.

OCDE

O ministro afirmou ainda que, apesar de a esquerda dizer que os Estados Unidos deixou de apoiar a entrada do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou o apoio ao País.

“A esquerda diz que os Estados Unidos deixam de apoiar o Brasil na OCDE e o presidente Trump diz que os Estados Unidos apoiam o Brasil na OCDE e apoiam o presidente Jair Bolsonaro. O secretário (de Estado dos EUA) Mike Pompeo diz que apoia entusiasticamente o Brasil na OCDE. O que a ideologia faz? Reconhece o erro? Não”, disse. 

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