Em comício relâmpago, Aécio conclama eleitores gaúchos a "campanha da decência"

Cerca de cinco mil cabos eleitorais receberam o candidato no ginásio Gigantinho

Lucas Azevedo, Especial para O Estado de S. Paulo

03 de agosto de 2014 | 14h48

 PORTO ALEGRE - O candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, participou de um comício, na tarde de sábado, 2, em Porto Alegre. Reunidos no ginásio Gigantinho, cerca de cinco mil cabos eleitorais receberam o mineiro, que em um discurso breve conclamou os eleitores a elegerem a candidata da coligação ao governo do RS, Ana Amélia Lemos, do PP.

"Está dada a largada para a campanha da decência, da dignidade, da verdadeira mudança", afirmou. "Farei minha campanha olhando no olho das pessoas. Mas nossa adversária não pode mais caminhar no meio do povo, porque não tem mais a confiança dos brasileiros", disse Aécio, citando Dilma Rousseff.

Frisando a proximidade com o público, a campanha de Aécio fez com que ele subisse no palanque passando pelo meio dos presentes, o que causou muito alvoroço.

Durante o discurso de Ana Amélia, Aécio se emocionou quando a candidata a governadora lembrou seu filho mais novo, que nasceu dia 8 de junho.  "Eu queria que no dia dos pais dos pais você recebesse um presente. Que o Bernardo saia da incubadora e volte para casa." Prematuro, o menino continua internado. Sua irmã gêmea, Júlia, já recebeu alta.

Mais cedo, Aécio participou de uma coletiva de imprensa, na qual comentou denúncias da revista Veja, publicadas neste final de semana, sobre uma suposta fraude na CPI da Petrobras. Segundo ele, as lideranças do PSDB se reúnem neste fim de semana para "desenhar" quais medidas serão tomadas a respeito. Entretanto, garantiu que entrarão com representação nas comissões de ética do Senado e da Presidência, nesta segunda-feira, para apurar as supostas irregularidades.

"Se comprovadas as denúncias publicadas, mostra-se que houve uma farsa. Servidores da Petrobras, servidores públicos, enganando a sociedade brasileira, mandando perguntas que previamente já tinham suas respostas definidas, fazendo uma grande encenação", afirmou.

Perguntado sobre o pedido de abertura de inquérito criminal por parte da campanha de Dilma para investigá-lo por supostos "atentados à segurança aérea" pelo uso dos aeroportos de Cláudio e Montezuma, em Minas Gerais, ele disse que a denúncia deve ser desconsiderada.

"Todas as denúncias ou ações que o PT quiser impetrar serão respondidas por nós (PSDB) judicialmente. Essa não merece nem consideração de tão ridícula que é", avaliou.

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