Wilson Pedrosa/AE
Wilson Pedrosa/AE

Em coletiva, Dilma acusa Serra de 'baixar o nível da campanha'

Sem citar adversário, candidata do PT afirma que 'tem gente que torce contra o Brasil'

Mariângela Gallucci, de O Estado de S. Paulo,

07 de setembro de 2010 | 19h15

BRASÍLIA- A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, afirmou nesta terça-feira, 7, que o candidato do PSDB, José Serra, baixou o nível da campanha e que ela não fará o mesmo. "Eu não comento (sobre) o candidato José Serra. Ele resolveu baixar o nível, ele fica com o nível baixo dele. Eu não vou ter esse nível", disse.

 

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Segundo Dilma, "tem gente que torce contra o Brasil". "Tem gente que sempre acha que quanto pior melhor. Tem gente que passou o governo inteiro do presidente Lula torcendo para o Brasil dar errado. Eu acho que o Brasil está dando certo. Se eles acham que está dando errado, eles tentem convencer o povo disso", afirmou a candidata do PT.

 

Dilma fez hoje um pronunciamento no jardim da casa onde funciona o seu comitê de campanha, em Brasília. Ela respondeu a poucas perguntas, alegando que estava com problemas de voz por ter enfrentado temperaturas muito diferentes nos últimos dias - o calor em Brasília e o frio em Osório, no Rio Grande do Sul.

 

A petista afirmou que não se considera eleita presidente da República, apesar de pesquisas de intenção de voto indicarem que se a eleição fosse hoje ela seria escolhida no primeiro turno. "Estou fazendo campanha, disputando dia a dia. Só dia 3 de outubro alguém se considerará eleito e depois da apuração. Nem às 5 horas dá para a gente se considerar eleito. Tem de apurar", disse.

 

Dilma fez uma "reflexão" sobre o Sete de Setembro. Segundo ela, existem algumas "ideias-força" por trás da situação nacional, como independência, soberania, desenvolvimento e inclusão social. "Um dos eventos que eu considero mais simbólicos da afirmação da nossa independência e da nossa soberania foi o fato de que nós rompermos com a tutela do Fundo Monetário Internacional (FMI)", disse.

 

Segundo ela, antes do governo Lula, o Brasil era um país que dependia do fundo para definir políticas, como o salário mínimo e investimentos em estradas e saneamento, por exemplo. "Hoje o Brasil é um país que é respeitado internacionalmente porque ninguém respeita devedor. E o Brasil não é devedor. Hoje o Brasil é credor", afirmou. "É uma conquista do presidente Lula que o meu compromisso é preservar", disse.

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