Em clima de férias por Festa Junina, Senado 'dá tempo' a Sarney

Acordo entre líderes partidários dá três meses para novos diretores 'limparem a casa'

Eugênia Lopes e Christiane Samarco, da Agência Estado,

24 de junho de 2009 | 14h28

Um dia depois da indicação do servidor Haroldo Tajra para a direção geral do Senado e de Dóris Peixoto para a diretoria de Recursos Humanos, a Casa, agitada nas últimas semanas por denúncias de irregularidades, vive um clima de recesso nesta quarta-feira, 24, sem a presença dos principais líderes partidários.

 

Um dos motivos para o esvaziamento do Senado é o fato de que 24 de junho é dia de São João, festa considerada importante pelos políticos, principalmente os senadores do Nordeste. O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), não compareceu à Casa pela manhã e só terá agenda na parte da tarde, quando receberá a presidente das Filipinas, Gloria Macapagal Arroyo.

 

Senadores da base aliada e também da oposição estão dispostos a dar um tempo a Sarney, enquanto são feitas as investigações sobre os atos secretos.

Um acordo entre todos os líderes partidários deu um prazo de três meses para que os novos diretores da Casa concluam a sindicância sobre irregularidades administrativas e para que eventuais culpados sejam punidos. Nesse prazo, a expectativa é de que o Tribunal de Contas da União (TCU) conclua a auditoria que será feita na folha de pagamento dos funcionários do Senado, acabando com as folhas suplementares, e nos contratos de serviços e pessoal firmados pela Casa.

A estratégia da cúpula do Senado é a de que, nesses 90 dias, tudo seja colocado em pratos limpos, melhorando a imagem da Casa. Só então deverá ser escolhido um novo diretor-geral para o Senado, que terá provavelmente mandato de dois anos.

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