Em clima cordial, Serra se encontra com Dilma e Lula

Serra evitou falar da disputa em São Paulo; Lula teria dito a assessores que disputa ficou 'difícil' em SP

Leonencio Nossa, de O Estado de S.Paulo

08 de outubro de 2008 | 19h59

Num encontro cordial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, receberam na noite desta quarta-feira, 8, com direito a fotos, o governador paulista José Serra, patrocinador político da candidatura à reeleição de Gilberto Kassab (DEM). Dilma e Serra chegaram a trocar beijos nos rostos diante dos fotógrafos e cinegrafistas.   Depois do encontro, Serra evitou falar da disputa em São Paulo. A uma pergunta se o presidente tinha comentado sobre o desempenho de Kassab, o governador disse que Lula é sempre "gentil". "O presidente tem simpatia pelo Kassab, é claro que (desempenho do prefeito nas urnas) surpreendeu", disse. A pessoas próximas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a situação de Marta Suplicy, candidata à prefeitura, ficou "muito difícil" com a performance de Kassab no primeiro turno, quando o prefeito conseguiu mais votos que a petista.   Ao lado de assessores do Planalto, Serra contou que discutiu com o presidente o problema do trânsito e do transporte coletivo, um dos principais assuntos nas eleições. O governador relatou que Lula demonstrou a "maior boa vontade" numa parceria para construir um "mergulhão", uma passagem subterrânea de trens sob a Estação da Luz, por baixo das plataformas da CPTM e da nova estação da linha 4 do metrô paulistano. O projeto faz parte da obra do Ferroanel, uma linha ferroviária que eliminaria o transporte de cargas na superfície da região.   O "mergulhão", orçado em R$ 560 milhões, seria financiado pela empresa concessionária e pelos governos estadual e federal. Nas contas de Serra, com a retirada do transporte das atuais linhas de ferro no centro da cidade, o número de passageiros do transporte ferroviário passaria de dois milhões para quatro milhões por dia. "O assunto mais importante que discutimos foi o Ferroanel, a retirada dos trens de carga da cidade", disse o governador. "A idéia é procurar saídas e duplicar o transporte de passageiros até 2011."   Em julho, Dilma Rousseff esteve num evento de pré-campanha de Marta Suplicy em São Paulo para falar do Ferroanel. A ministra elogiou medidas tomadas na área de transporte na gestão Marta Suplicy na prefeitura de São Paulo (2000-2004), como o bilhete único. A obra do Ferroanel está prevista no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), programa gerenciado por Dilma.      

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